Imagem de São Roque furtada há 30 anos é devolvida a santuário no interior de MG
Obra foi furtada da Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega, na Região Central de Minas Gerais, no fim da década de 1990

A imagem de São Roque foi devolvida à Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega, na Região Central de Minas Gerais, nesta quinta-feira (23), após 30 anos desaparecida. O reencontro da comunidade com a obra ocorreu após o encerramento de um processo de investigação e restituição conduzido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
A investigação começou após a denúncia de que uma escultura de São Roque estava sendo anunciada em um perfil de uma rede social como integrante de uma “coleção particular”. Contudo, um levantamento técnico realizado pela CPPC identificou que a obra poderia corresponder à imagem registrada como extraviada da Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante.
A procedência da escultura foi confirmada a partir de laudos técnicos, análises comparativas e o reconhecimento formal da comunidade local. O parecer técnico identificou a alta correspondência entre a peça anunciada e a imagem furtada. A peça estava desaparecida desde 1996, quando foi extraviada da igreja. O então pároco da Paróquia na época do furto também confirmou a origem da imagem.
Anunciante da obra foi preso?
Para conseguir que a peça sacra fosse devolvida, a Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante firmou um Termo de Compromisso Positivo com o detentor da imagem. A iniciativa estimula a devolução espontânea de bens culturais de origem lícita duvidosa aos seus locais de pertencimento histórico.
O acordo viabilizou a entrega da escultura em agosto de 2025. Já o retorno à comunidade ocorre após o fim da investigação sobre a procedência da imagem.
São Roque é considerado um símbolo de fé, esperança e devoção popular. O santo é um protetor contra pestes e epidemias. Com o retorno da imagem, o santuário tem o conjunto sacro que integra o patrimônio cultural do município recomposto.
Edificada no século XVIII e tombada pelo município, a Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante tem o acervo protegido por força do tombamento.
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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo



