Igreja da Lagoinha se posiciona após denúncia contra ex-pastor investigado por abuso sexual
Após receber denúncias, igreja ouviu vítimas, afastou imediatamente o líder e afirma ter orientado a busca por autoridades, além de oferecer apoio psicológico e jurídico

A Igreja Batista da Lagoinha informou, por meio de nota, que “agiu de forma imediata e responsável” após receber denúncias envolvendo o ex-pastor, de 37 anos, suspeito de cometer crimes sexuais contra dois adolescentes frequentadores da igreja em Belo Horizonte.
Conforme a Itatiaia publicou nesta quinta-feira (16), o caso veio à tona quando a mãe de um dos meninos procurou as autoridades em janeiro.
Na ocasião, ela afirmou que o filho dela de 17 anos conversava com o pastor há cerca de um ano por mensagens e que nessas mensagens o homem mandava fotos e vídeos com conteúdo sexual, inclusive imagens dele próprio nu.
Já no caso do outro adolescente de 16 anos, o pastor teria tocado nele até feito sexo oral no jovem. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga.
Segundo a Igreja da Lagoinha, o relato chegou na noite do dia 27 de janeiro, por volta das 20h. Já na manhã do dia 28, às 7h, a liderança ouviu pessoalmente as famílias e as supostas vítimas. A igreja afirma que orientou a busca imediata pelas autoridades e ofereceu apoio pastoral, psicológico e jurídico.
Ainda conforme a nota, o então líder foi ouvido no mesmo dia, negou as acusações e acabou afastado imediatamente. Ele também foi proibido de frequentar a unidade São Geraldo, na Região Leste, e de manter contato com as vítimas.
''A Lagoinha Global adota, em todas as suas unidades, uma Política de Proteção à Criança e ao Adolescente, aplicada por meio de treinamentos obrigatórios a líderes e voluntários, com diretrizes como atuação em equipe, restrição a interações inadequadas, acompanhamento de atividades, verificação de antecedentes e encaminhamento formal de ocorrências às autoridades'', disse.
Por fim, a Igreja Batista da Lagoinha afirmou que repudia “de forma absoluta” qualquer prática contra a dignidade e a integridade de crianças e adolescentes.
“Como igreja de Cristo, não toleramos nem relativizamos tais condutas. Oramos para que a verdade venha à luz e confiamos na responsabilização dos envolvidos, reafirmando nosso compromisso de proteger e cuidar de toda a comunidade”, concluiu.
A reportagem entrou em contato com o ex-pastor e aguarda contato.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.




