Hospital de Muriaé é condenado a pagar R$ 20 mil por atraso em comunicar morte de paciente à família
Instituição demorou 16 horas para comunicar a morte de uma paciente às filhas dela

A Fundação Cristiano Varella, de Muriaé, na Zona da Mata Mineira, foi condenada pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais a pagar R$ 20 mil a duas irmãs por danos morais. Isso porque, em 2020, após a morte da mãe das mulheres, a instituição atrasou em comunicar o falecimento da paciente.
Na época, a mãe tinha neoplasia hematopoiética maligna, um tipo de câncer no sangue. Em 5 de julho de 2020, a mulher passou a apresentar um quadro de grave esforço respiratório e foi diagnosticada com Covid-19. Em 23 de julho, ela sofreu piora e foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde morreu no dia 28, à 1h20.
As mulheres alegam que somente foram comunicadas do falecimento da mãe 16 horas depois da hora da morte, às 17h. A defesa da Fundação alegou que a instituição tentou fazer contato com as duas mulheres por telefone, mas que não conseguiu. No entanto, a juíza Alinne Arquette Leite Novais não considerou a versão porque o hospital não conseguiu apresentar provas da tentativa de contato.
Em nota, a Fundação Cristiano Varella informou que adotou os procedimentos disponíveis para contato com a família da paciente na época "em momento particularmente desafiador vivido durante a pandemia de Covid-19, quando o sistema de saúde no Brasil colapsou como um todo". Além disso, a instituição frisou que a situação é um caso isolado que foge aos padrões de atendimento do hospital.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



