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Funcionário suspeito de aplicar 4 doses de quimioterapia em idoso que morreu em hospital de BH é afastado

Família denuncia que homem, de 69 anos, que fazia tratamento de câncer, recebeu quatro doses do medicamento ao invés de uma só

Por e 
Foto mostra Nilton Carlos Araújo
Nilton Carlos Araújo tinha 69 anos • Reprodução/Redes sociais

O funcionário investigado pelo suposto erro médico que teria causado a morte de Nilton Carlos Araújo, de 69 anos, foi afastado. A informação foi confirmada pela MedSênior na manhã desta segunda-feira (26). O idoso fazia um tratamento contra um câncer na medula óssea e faleceu na noite da última sexta-feira (23) em Belo Horizonte.

"A MedSênior lamenta profundamente o ocorrido e informa que está conduzindo uma investigação detalhada sobre o caso do paciente Nilton Carlos Araújo, com o objetivo de compreender todas as circunstâncias envolvidas e apurar fatos e responsabilidades. O funcionário foi afastado até a elucidação dos fatos”, disse o comunicado.

A denúncia de erro médico foi feita pela família de Nilton. Conforme a filha do idoso, Carolina Araújo, ele fazia um tratamento de câncer semanalmente no hospital localizado no bairro Gutierrez, região Oeste da capital mineira. Mas, no início dessa última semana, ele teria recebido quatro injeções. Ao contrário da prescrição médica que indicava apenas uma dose durante a quimioterapia.

"Como o enfermeiro tinha me falado que era essa dosagem mesmo, na minha mente tava certo. Achei que queriam aceleram o tratamento. Eu não entendo, não sou médica. Eu descobri que as doses estavam quadruplicadas quando, na quinta-feira (22), eu liguei para a médica dele e ela disse que não havia tido alteração na dosagem dele e que foi feito sim um procedimento errado", disse Carolina.

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Em nota, o MedSênior manifestou "imenso pesar e sua solidariedade à família, oferecendo apoio integral aos familiares, e reitera que tem como premissa seguir rigorosamente todos os protocolos estabelecidos para assegurar a integridade e a segurança de seus pacientes."

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que investiga a denúncia de erro médico em estabelecimento hospitalar. "O caso está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Civil Sul. Em momento oportuno, outras informações poderão ser divulgadas", informou.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado na Estácio de Sá, tem experiência como repórter, editor e apresentador. É repórter da rádio Itatiaia na editoria de cidades