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Familiares e amigos pedem por Justiça após feminicídio de biomédica na Grande BH

Missa de sétimo dia da biomédica Miqueias Nunes de Oliveira será neste domingo (16)

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Familiares e amigos pedem por Justiça sobre morte de biomédica em Ibirité, na Grande BH. • Reprodução | Redes Sociais | Jovana Meireles | Itatiaia

Familiares e amigos da biomédica Miqueias Nunes de Oliveira, de 33 anos, vítima de feminicídio em Ibirité, na Região Metropolitana, na última segunda-feira (10), se reúnem em um ato de Justiça na praça do Fórum, no centro da cidade, neste domingo (16).

Ela foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro Renê Teixeira, de 42 anos, dentro da clínica onde trabalhava, por não aceitar o fim do relacionamento. Depois do ato, o autor tentou tirar a própria vida, mas sobreviveu e foi socorrido ao Hospital Municipal de Contagem. Ele foi preso em flagrante por feminicídio e porte ilegal de arma de fogo.

A Itatiaia acompanha a manifestação, que pede pelo fim dos crimes contra as mulheres. Em entrevista à reportagem, Filó Diniz, moradora da cidade, falou sobre o ódio contra as mulheres e sobre chamar a atenção.

“Estou emocionado, tá? Hoje eu estou aqui como avó, mãe, irmã, tia, em favor das mulheres porque muitas não têm coragem de gritar e falar. É muito triste. Chega de ódio, que raiva é essa contra as mulheres, principalmente o homem? Ibirité está chocada. Foi muito forte, eu fiz essa maquiagem porque a gente precisa chamar a atenção, nós precisamos estar juntas”, disse ela.

“Ela era nota cem, todo mundo era apaixonado por ela. A Keia sempre quis realizar os sonhos dela, mas sempre ajudou a gente. Era o prazer que minha irmã tinha, ela podia estar apertada, mas sempre fazia para a gente, ela ajudava todo mundo. Deus levou ela porque ela era boa demais para esse mundo”, disse ela à Itatiaia.

O casamento entre Kéia e Renê durou cerca de quatro anos. A biomédica tentava a separação há cinco meses e, segundo a tia da vítima, a biomédica tinha um coração gigante e tentou ajudar Renê.

“Eu já tinha pedido ela para tomar cuidado, a gente tinha medo dele fazer isso com ela, mas ela sempre disse que ele não ia fazer nada, que ele era uma pessoa sofrida e ela apoiava ele, levava ele no psicólogo e tudo, foi um baque muito grande”, finalizou ela.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, trabalhou na produção de matérias para a rádio, na Central Itatiaia de Apuração e foi produtora do programa Itatiaia Patrulha. Atualmente, cobre factual e é repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.