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‘Família vive em pedaços’, diz avó que presenciou morte de neta pelo ex em BH

Caso está na fase da audiência de instrução e julgamento; quando as testemunhas serão ouvidas, assim como o réu, para que a Justiça decida se o acusado vai a Júri Popular; vítima foi morta a tiros na frente da própria filha

Por e , Belo Horizonte
Família pede que acusado de matar ex a tiros na frente da filha em BH vá a júri popular • Amanda Antunes / Itatiaia

Quase cinco meses depois que Cinthya Micaelli Soares Rolliz, de 26 anos, foi morta a tiros pelo ex-namorado no bairro Jardim América, na Região Oeste de Belo Horizonte, a família ainda revive a noite do crime e se sente assombrada pela tragédia. O suspeito Alex de Oliveira Souza, de 28, foi indiciado pelo crime e esteve nesta quinta-feira (28) no Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, para ser ouvido na fase da audiência de instrução e julgamento do caso.

O réu, contudo, decidiu permanecer em silêncio. Os familiares da vítima esperam que Alex de Oliveira sente na cadeira dos réus em breve e seja julgado pelo Júri Popular. Além dele, quatro testemunhas prestaram depoimento nesta quinta (28). A quinta testemunha foi dispensada. Com isso, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza abriu prazo para alegações finais.

"Essa é apenas a primeira fase processual e, nessa primeira fase, tendo o indiciamento dele e a materialidade, ele vai ser conduzido ao Tribunal do Júri e a gente espera que de fato ele seja pronunciado. Primeiro, as testemunhas de acusação são ouvidas, sendo dois militares e três testemunhas, sendo a mãe da Cíntia, depois a prima dela que estava presente no local e depois a avó e depois o réu", explicou a advogada e assistente de acusação do caso, Sara de Paula.

A avó da vítima, Maria Isabel Fernando Soares, de 70 anos, que estava em casa na noite do crime, contou à Itatiaia que os seis tiros que tiraram a vida da neta nunca saíram da memória dela. Ela, que diz não querer vingança mas que a Justiça seja feita, contou que a até mesmo a bisneta tem muito medo do pai, mesmo sabendo que ele foi preso. A menina de apenas cinco anos dormia com a mãe quando o suspeito pulou a janela e cometeu o crime.

"Nós, a família inteira, vive em pedaços pra ver se transforma alguma coisa... pra ver se um dia a gente pode esquecer esse fato. Não vai esquecer nunca, eu tenho certeza que não. E aqueles tiros ficaram na minha cabeça, eu entro dentro do quarto aonde que ela foi assassinada. Tá lá a marca de tiro na parede", afirmou.

Ainda conforme Maria Isabel, o medo da bisneta é demonstrado em situações corriqueiras do dia a dia. "A assombração dela não não para. Hoje, bateram duas vezes no portão, alguém bateu, pois as duas vezes que ela ouviu alguém chamando no portão batendo, ela correu e escondeu. Ela fica apavorada, ela fica aterrorizada. Ao ouvir batendo no portão, ela já acha que é ele", disse.

 Vítima tinha medida protetiva

Em entrevista à Itatiaia, a mãe de Cintya, Angela Fernandes Soares contou que a filha tinha muito medo do ex-namorado e pediu medida protetiva contra ele, mas, mesmo assim, o suspeito tentava encontrar meios de afetá-la.

"Ele perturbava ela de todos os jeitos, na porta do trabalho. Ela assim não mantinha contato. Ela tentou se livrar e ela não conseguiu, ele não deu paz, ele vigiava ela. Ela não falava mais com ele,  mas ele ligava no celular da Alice, ele ligava para a minha irmã, no celular da minha mãe, no meu,  mas ele sabendo que ele também não podia falar comigo,  que eu não ia atender ele, ele ligava para a vizinha", afirmou.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.