Família diz que jovem morto não participou de briga generalizada em espetinho de BH
Testemunhas relataram briga entre cerca de 20 pessoas no bairro Maria Goretti; dupla em moto teria aberto fogo

A família de Caio Felipe dos Santos Souza, 20 anos — morto a tiros na madrugada desta segunda-feira (22) no bairro Maria Goretti, na Região Nordeste de Belo Horizonte — afirma que ele não estava envolvido na briga que antecedeu o crime.
O amigo, de 25 anos, também foi baleado e segue internado; a polícia ainda procura os suspeitos.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o episódio ocorreu após uma festa no “Espetinho do Jett”, na Rua Flávio Ferreira Guimarães. Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), cerca de 20 pessoas se envolveram na briga após o evento.
Aproximadamente 40 minutos depois, dois homens chegaram em uma motocicleta e abriram fogo contra as vítimas.
“Ele não tinha nada a ver com a briga. O amigo dele realmente brigou. É o que o pessoal fala, eu também não tenho certeza. Aí terminou, vieram embora, o pessoal cercou e atirou, mataram ele. O amigo dele levou muitos tiros e está internado”, disse Manuel Romeu, avô de Caio.
O amigo foi socorrido consciente ao Hospital Risoleta Neves, em Venda Nova, com nove perfurações — sete no peito e duas na barriga. A perícia encontrou 12 estojos de calibre .380 na cena do crime.
O registro policial não informa a motivação da briga.
Emocionado, Manuel contou que criou Caio desde pequeno: “Então o que eu estou sentindo é uma dor muito forte. Eles me tiraram ele, mas não vão tirar a alegria que ele me trouxe nesse tempo de vida. O menino era trabalhador, como qualquer outro jovem que quer sair à noite, se divertir — normal. Aí matam seu neto por nada.”
Abalado, Manuel classificou o ataque como covardia e pediu justiça: “Dar um tiro nas costas do menino... É covardia. Tem que pagar, né? Ele vai ter que pagar porque tirou meu menino. Matar meu menino, menino novo, bonito, cheio de vida. E agora, como é que a gente vai fazer? Como é que a gente vai seguir?”
A investigação está a cargo da Polícia Civil, que deve ouvir testemunhas e analisar imagens e provas recolhidas no local.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.





