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Família denuncia descaso em declaração de óbito de idoso que morreu em casa em BH

Corpo de homem ficou por horas esperando por um médico que atestasse a morte; enquanto o Centro de Saúde jogava a responsabilidade para o SAMU, o serviço fazia o mesmo

Por e , Belo Horizonte
Eventualmente, o médico do centro de saúde atestou o óbito, e os familiares conseguiram seguir com o processo acionando a funerária • Divulgação / PBH

Uma família belo-horizontina denunciou ter vivido momentos de agonia enquanto esperava por um médico para atestar o óbito de um parente, de 68 anos, que morreu em casa, deitado na cama do quarto, nesta quinta-feira (2), no bairro Juliana, na região Norte da capital. Em entrevista à Itatiaia, Camila Lopes Pereira, nora do idoso, contou que tanto o Centro de Saúde de Referência quanto o Serviço Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) recusaram fazer o atestado, ao alegarem que a responsabilidade não era deles.

“A gente não conseguiu até agora viver o luto. Infelizmente, a gente não conseguiu assimilar, de fato, a nossa perda, a nossa dor, por conta da burocracia, do empurra empurra. Então, com isso a gente tá meio sem chão… sem saber… infelizmente, dada a situação vindo do posto de saúde Etelvina Carneiro”, contou a nora do idoso à reportagem.

Após horas de espera, o óbito foi, finalmente, atestado pelo posto de saúde, e os familiares conseguiram seguir com o processo acionando a funerária. De acordo com Camila Lopes, a situação representou um grande descaso, uma vez que a unidade alegava que a responsabilidade era do SAMU.

“Teve muita gente que se compadeceu da situação, mas os responsáveis não quiseram assumir a responsabilidade. Eles queriam deixar o SAMU. Então, a gente teria que aguardar até as 19 horas para acionar o SAMU para vir, um médico do SAMU atestar o óbito. Eu fui duas vezes, o meu marido foi uma vez, a minha sogra foi uma vez. e na última vez que eu fui que teve o atestado de óbito, faltando 15 minutos para encerrar o expediente”, relatou Camila.

Em nota, a administração municipal informou que as ambulâncias do SAMU não são encaminhadas para casos de óbitos em residência, “uma vez que o serviço é destinado para situações de urgência e emergência”. “Nessas situações, os familiares são orientados a procurar o centro de saúde de referência para que um médico da unidade avalie a possibilidade de fazer a Declaração de Óbito”, explicou.

Ainda conforme o município, no caso da família que buscou um médico no posto de saúde Etelvina Carneiro, outros atendimentos eram realizados quando a família acionou a unidade. “Posteriormente, um profissional da unidade se deslocou até a residência, onde realizou a constatação do óbito e a emissão da documentação necessária”, afirmou.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo