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Fã de Tupperware, mineira acumula mais de 300 peças da marca; gastos já ultrapassam R$ 80 mil

Pricilla Batemarque está entre o grupo de apaixonados pela Tupperware e explica de onde surgiu o gosto pela marca de recipientes de plástico reutilizáveis

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'As fotos não mostram nem metade das peças que tenho', conta a mineira
'As fotos não mostram nem metade das peças que tenho', conta a mineira • Arquivo pessoal

Tradicional pela fabricação de recipientes de plástico reutilizáveis, a Tupperware acumula fãs ao redor do mundo - e, nesta semana, anunciou a possibilidade de falência. A mineira Pricilla Batemarque, de 42 anos, está entre os apaixonados pela marca norte-americana, com a qual já gastou mais de R$ 80 mil com pelo menos 300 peças. 

Apesar de ter uma coleção, que inclui inúmeras edições especiais da marca, a mineira explica que não se considera uma colecionadora. "Eu comecei a comprar há 22 anos. Eu não falo que é a minha coleção, mas um investimento. Se fosse coleção eu não usava, mas eu uso", relata a mineira.

Pricilla confessa que já tem todas as peças da marca, mas nenhuma repetida. "São todas de cores e edições diferentes. Só de garrafas de dois litros, eu tenho 42. Não sou compulsiva, eu só compro edições especiais das coleções. São linhas que eu não tenho, então a consultora que me atende já pede sem eu pedir", explica.

"Veio da minha mãe pra mim", conta Pricilla sobre o carinho pela marca. "Minha mãe não era colecionadora, ela tinha algumas peças e eu herdei minha peça mais velha dela. É a peça mais antiga da Tupperware, uma jarra de suco com botão anti-vazamento. Ela tem 38 anos, mas está nova até hoje”, detalha. 

Produtos para a vida toda

A mineira justifica que o gosto pela marca norte-americana está relacionado à qualidade dos produtos. "Eu tenho muito pela praticidade. As vasilhas são maravilhosas, porque não quebram, não correm risco de machucar. Tenho outras marcas mas, para mim, eu prefiro mil vezes ter Tupperware", relata.

Entre as mais de 300 peças, algumas ainda não foram usadas. Ela já destaca o motivo: "ainda não surgiu oportunidade!". "Tenho coleções raras e limitadas da marca. Todas elas estão na minha dispensa e, se ainda não foram, vão ser usadas. O que ainda está embalado é porque mudei recentemente e ainda não tive oportunidade de usar".

"Não empresto as minhas Tupperware para ninguém. Quem vem aqui pode levar comida pra casa, desde que seja em vasilhas descartáveis", conta Pricilla, que tem cuidados especiais com os recipientes da marca. "A Tupperware é uma coisa pra vida inteira. Se a minha filha cuidar como eu cuido, acho que até minha quinta geração vai ter vasilha", diz Pricilla.

Risco de falência da Tupperware

Na última semana, a empresa de quase 80 anos de mercado anunciou "dúvidas substanciais sobre a capacidade de continuar operando". Na mesma nota, publicada na sexta-feira (11), foi informado que consultores financeiros foram contratados para ajudar a melhorar a estrutura de capital da fabricante. Após a divulgação, as ações da fabricante caíram 50% na segunda-feira (10).

Com um grande carinho pela Tupperware, Pricilla comentou a reação que teve ao descobrir o risco de falência da marca. "Vou ficar muito triste, porque hoje eu compro só edições limitadas, porque não lançam mais peças novas, só linhas diferentes. Se a marca acabar hoje, sinto pelas pessoas que não vão ter a oportunidade de conhecer a qualidade que a Tupperware tem", relata a mineira.

(Sob supervisão de Lara Alves)

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Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.