Explosão de banco em Minas: três são presos, e PM identifica outros cinco suspeitos
Criminosos explodiram uma agência do Banco do Brasil em Guidoval, na Zona da Mata mineira, na madrugada desta sexta-feira (10)

Uma ação conjunta das forças de segurança resultou na prisão de três homens na manhã desta sexta-feira (10), suspeitos de explodirem uma agência do Banco do Brasil em Guidoval, na Zona da Mata mineira. Segundo a Polícia Militar, o grupo, natural de Ubá, possui um extenso histórico criminal, incluindo passagens por homicídio, tráfico e roubos a residências rurais.
Em coletiva de imprensa, o Capitão Rafael Veríssimo detalhou a "pronta resposta" da corporação, que ativou o plano de cerco e bloqueio imediatamente após o ataque, ocorrido por volta das 2h30. A operação contou com o apoio de aeronaves da esquadrilha Pégasus, militares do 21º Batalhão, GER e o esquadrão antibombas do BOPE.
A captura dos suspeitos começou a se desenrolar no município vizinho de Rodeiro, onde os militares localizaram uma caminhonete Fiorino incendiada, utilizada na fuga. "Nossa inteligência já monitorava esses indivíduos devido à atuação deles em roubos na zona rural. Conseguimos localizar um imóvel suspeito e abordamos um menor que apresentava ferimentos nos ombros, possivelmente causados pelos estilhaços da explosão", explicou o Capitão Veríssimo à Itatiaia.
Ao presenciar a detenção do irmão mais novo, um segundo envolvido se entregou. Ambos confessaram a participação, detalhando suas funções: um atuou como motorista e o outro portava armamento durante o cerco à cidade. Um terceiro homem, apontado como o líder da quadrilha local, também foi localizado e preso em Rodeiro.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos detidos são um adolescente de 17 anos e dois homens, de 21 e 35 anos. Um deles apresentava lesão compatível com estilhaços provenientes da explosão.
"Os envolvidos receberam atendimento médico e, após liberação, serão conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de plantão em Ubá, onde serão adotadas as medidas de polícia judiciária cabíveis. Durante a ação policial, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à análise. As investigações prosseguem para identificação de outros possíveis envolvidos e completa elucidação dos fatos", disse a corporação em nota.
Outros cinco suspeitos identificados
Apesar das prisões em flagrante, a Polícia Militar confirmou que a quadrilha é maior. "Já qualificamos outros cinco suspeitos. O aparato da instituição, incluindo o Batalhão de Policiamento Rodoviário, está mobilizado para localizar esses indivíduos, que podem estar escondidos em outras cidades da Zona da Mata", afirmou o capitão. Por razões de segurança, o destino provável dos foragidos não foi revelado.
Perícia e danos na agência
A força da detonação chamou a atenção das autoridades. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que os criminosos foram atingidos por estilhaços e um deles chegou a ser arremessado para o meio da rua pela onda de choque.
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— Itatiaia (@itatiaia) April 10, 2026
O Esquadrão Antibombas do BOPE realizou uma varredura minuciosa na agência para garantir que não houvesse artefatos não detonados que pudessem colocar a população em risco. "O banco teve danos estruturais graves. Os criminosos usaram uma quantidade de explosivos aparentemente superior ao necessário para o intuito de subtração", observou Veríssimo.
'Cofres resistentes': criminosos saíram de mãos vazias
Em nota oficial, o Banco do Brasil informou que o sistema de monitoramento acionou a polícia apenas um minuto após a detecção de movimentação suspeita. A instituição destacou que, graças às tecnologias de proteção e cofres resistentes, nenhum valor foi levado pela quadrilha.
A unidade de Guidoval permanecerá fechada para perícia e reformas. Enquanto isso, o atendimento presencial foi deslocado para as agências de Rodeiro e Guiricema.
Combate ao 'Novo Cangaço'
A modalidade do crime, que envolve o sitiamento de pequenas cidades e o uso de armamento pesado para atacar agências bancárias, é conhecida como "Novo Cangaço". Para a Polícia Militar, a desarticulação parcial deste grupo traz um alívio imediato não apenas para o setor bancário, mas para as comunidades rurais de Ubá, Guidoval e Rodeiro, que eram alvos constantes dos criminosos agora encarcerados.
Veja nota na íntegra do Banco do Brasil:
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.


