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Ex-vereador de BH acusado de mandar matar rival nega envolvimento e 'culpa' delegado em julgamento

Ronaldo Batista de Morais e outras seis pessoas acusadas de participação na morte de Hamilton Dias de Moura foram a júri popular; audiência começou segunda (29) e só deve terminar na sexta (2)

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Ronaldo Batista foi considerado culpado pelo assassinato de sindicalista em BH

O julgamento do ex-vereador de Belo Horizonte, Ronaldo Batista de Morais, acusado de mantar matar o sindicalista e ex-vereador de Funilândia (MG), Hamilton Dias de Moura, continua nesta quarta-feira (31). Por volta das 11h, ele foi interrogado e negou a participação no crime. Ele também acusou o delegado responsável por indiciá-lo de ceder à pressão para encontrar um culpado.

Durante o seu interrogatório, Ronaldo afirmou que foi apontado como suspeito pelo assassinato de Hamilton porque a família da vítima não gostava dele devido a divergências entre os dois. O ex-vereador da capital mineira disse que ele e Hamilton não eram amigos, mas que existia um respeito entre eles. Ronaldo contou que chegou a ser convidado para uma festa de aniversário da família da vítima, logo que começaram a se relacionar.

O réu também ressaltou que mesmo depois de ter sido eleito presidente do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transporte de Cargas, Logística em Transporte e Diferenciados de Belo Horizonte e Região (Simeclodif), ele manteve Hamilton e a família no sindicato.

Durante a fala, o réu ainda disse que sabia que Hamilton tinha inimigos relacionados às questões sindicais, mas que não o envolviam. O ex-vereador de BH concluiu o depoimento acusando o delegado responsável pela investigação de ter cedido à pressão da mídia e da sociedade para apresentar um suspeito de ser o mandante do crime. Segundo Ronaldo, só por isso, ele foi indicado como o mandante do assassinato.

Julgamento começou segunda (29)

Além de Ronaldo Batista de Morais, a Justiça de Minas Gerais julga outros seis réus: Antônio Carlos Cesário, Tiago Ribeiro de Miranda, Leandro Felix Viçoso, Fernando Saliba Araújo, Deborah Felix Aragão e Filipe Santos Viçoso.

A audiência começou na segunda-feira (29), com a oitiva de seis testemunhas. De acordo com o Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, foram mais de 10 horas de julgamento apenas na segunda. Na terça (30), mais cinco testemunhas foram ouvidas, totalizando 11 pessoas nos dois primeiros dias.

Nesta quarta (31), os sete acusados estão sendo interrogados. Após essa etapa, o Ministério Público e a defesa ainda irão se manifestar antes do júri popular votar pela decisão. A previsão é que o julgamento só termine na sexta-feira (2).

Relembre o caso

Ronaldo Batista foi preso no dia 15 de outubro de 2020, em meio a uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais, que investigava a morte de Hamilton, que era diretor do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transporte de Cargas, Logística em Transporte e Diferenciados de Belo Horizonte e Região (Simeclodif). Ele havia sido encontrado morto dois meses antes, dentro de um carro deixado próximo a uma estação de metrô da capital mineira.

Durante as investigações, o Ministério Público concluiu que o vereador de Belo Horizonte teria pago R$ 40 mil para que duas pessoas executassem Hamilton Dias de Moura. O motivo seria uma disputa pelo controle do sindicato.

De acordo com o MP, os suspeitos se passaram por uma mulher e criaram um perfil falso em uma rede social. A vítima, então, foi atraída para um encontro e surpreendida por uma dupla, que disparou 12 vezes contra ele, dentro de um carro.

Um policial militar foi preso por suspeita de ter auxiliado na fuga da dupla e em ‘sumir’ com a arma de fogo utilizada no crime.

*Com informações de Lucas Pavanelli

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.