Ex-maestro da Banda Mirim, que atua na Vesperata de Diamantina, é indiciado por estupro
Patrick Ricardo de Aguillar, de 40 anos, vai responder pelos crimes de estupros de vulnerável e violação sexual mediante fraude; defesa nega acusação e diz que maestro “foi mal interpretado”

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava o maestro Patrick Ricardo de Aguillar, de 40 anos, suspeito de abusar sexualmente de alunas menores de idade em Diamantina, na região do Vale do Jequitinhonha. Aguillar foi indiciado por quatro crimes: dois estupros de vulnerável e duas violações sexuais mediante fraude.
O suspeito era professor de música e mastro da Banda Mirim do município, que atua na Vesperata de Diamantina. Segundo a PC, os crimes "têm pena aumentada pelo fato de o homem ter relação de hierarquia com as vítimas".
Suspeito chegou a ser preso
Aguilar chegou a ser preso em flagrante, em 22 de novembro, suspeito de estuprar uma aluna de 13 anos. Após uma audiência de custódia, ele foi solto e responde em liberdade.
Na época, a juíza Letícia Machado Vilhena Dias entendeu que, apesar da gravidade dos atos, a prisão preventiva de Aguillar não era necessária. Na decisão judicial, a magistrada justificou a soltura do suspeito dizendo que “não houve emprego de violência ou grave ameaça”.
Segundo ela, dada a natureza do crime, não havia necessidade de decretar a prisão preventiva do maestro, por não haver risco a ordem pública e econômica. Ela ainda enfatizou que, tecnicamente, o homem é réu primário.
Defesa nega acusações
Em nota enviada à Itatiaia, a defesa do maestro, representada pelos advogados Márchel Alcântara e Luan Veloso, negou as acusações e disse que confia na Justiça, "que acenderá a luz da verdade e da inocência".
"O Maestro Patrick dedicou sua vida à família, à música e ao ensino em Minas Gerais. Diante da injusta alegação, se declara absolutamente inocente, como é juridicamente reconhecido. Não há nenhuma condenação contra ele, que se encontra em liberdade justamente pela fragilidade das acusações", afirma a defesa.
A nota ainda diz que os atos do maestro foram mal interpretados.
"O Maestro nunca praticou ato sexual não consentido e as acusações contra ele não são dessa natureza. Estamos diante de má compreensão sobre fatos acontecidos em plena luz do dia e diante de diversas testemunhas. As investigações não trazem provas além de boatos provocados pelo temor criado pelas informações incompletas. Diante do medo, até mesmo um simples abraço pode ser mal interpretado", escreveu.
Maestro foi exonerado
Após a denúncia, a Prefeitura de Diamantina exonerou, em novembro, o servidor do cargo de maestro, que ocupava na estrutura organizacional da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico.
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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


