Estudante que teve autodeclaração de raça reprovada tem matrícula efetivada na UFU; entenda
Mabson teve a matrícula revista após reprovação de comissão de heteroidentificação

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Triângulo Mineiro, homologou a autodeclaração de raça do estudante Madison dos Santos, candidato a vaga no curso de educação física por meio de cota para pretos, pardos e indígenas.
Mabson teve a matrícula indeferida após reprovação de comissão de heteroidentificação. Na ocasião, a UFU informou que o não deferimento da autodeclaração de Madison ocorreu porque o candidato não enviou fotos com boa iluminação preferencialmente natural.
Em comunicado, a UFU informou que o estudante teve a declaração como cotista efetuada e a matrícula feita. O estudante já frequenta as aulas.
Confira a nota na íntegra
"A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal de Uberlândia (Prograd/UFU) informa que o referido candidato, inscrito como concorrente a uma das vagas do curso de graduação em Educação Física, ofertada por meio do Processo Seletivo Vestibular UFU 2023/2, foi submetido a uma avaliação presencial do Grupo de Trabalho de Heteroidentificação (GTPPI), no dia 06/02/2024, cumprindo uma determinação judicial. A autodeclaração do candidato como cotista PPI foi validada pelo GTPPI. Sem mais impedimentos para tal, a matrícula dele no curso de Educação Física foi
efetivada."
Outro caso
Outro estudante aprovado em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) teve a sua matrícula negada após a comissão de heteroidentificação da instituição de ensino não aceitar a autodeclaração racial do jovem que se identificou como pardo.
O documento é solicitado para candidatos que se autodeclaram negros, de cor preta ou parda, ou indígenas. Enquanto participava da recepção com os calouros no dia 26 de fevereiro, ele recebeu um email sobre a negativa.


