Empresas de ônibus apontam que reajuste aos motoristas deve encarecer passagens em BH
A Procuradoria-Geral do Município ajuizou uma ação no Tribunal Regional do Trabalho, requerendo a declaração de abusividade da greve

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) aponta que reajuste aos motoristas de ônibus deve encarecer passagens. Na manhã desta segunda-feira (16), trabalhadores fazem greve para reivindicar reajuste salarial de 8,2%, retorno do tíquete alimentação no período de férias e mudança de profissionais por intervalo.
"Sem tarifa e sem subsídio, as empresas não têm capacidade financeira para assumir novas obrigações que se perpetuarão por tempo indeterminado", informou por meio de nota.
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Já a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) disse que está tomando todas as medidas legais cabíveis para o restabelecimento da normalidade. A Procuradoria-Geral do Município ajuizou uma ação no Tribunal Regional do Trabalho, requerendo a declaração de abusividade da greve.
Às 8 horas, 77% das viagens programadas estavam sendo realizadas, com impactos pontuais da paralisação, que não atingem a totalidade da operação.
O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, vereador Gabriel Azevedo (sem partido), afirmou que a “demora da prefeitura de BH” em buscar soluções para o transporte público levou à greve dos ônibus.
Confira a nota do Setra-BH na íntegra
"A entidade, a partir desta informação, está encaminhando Ofício ao Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando audiência de mediação, incluindo também o Poder Concedente, já que os reajustes salariais concedidos devem ser repassados imediatamente para a tarifa cobrada do usuário.
Destaca que o congelamento das tarifas desde 2018 e os aumentos nos custos de 2018 até a presente data, estrangularam financeiramente as empresas.
O Subsídio Emergencial (e temporário), concedido em 1º de julho de 2022, foi apenas uma forma de viabilizar os custos de operação para que houvesse o aumento de 30% no número de viagens por dia útil, passando de 16.000 viagens para mais de 22.000 viagens.
Sem tarifa e sem subsídio, as empresas não têm capacidade financeira para assumir novas obrigações que se perpetuarão por tempo indeterminado.
Importante ressaltar que os trabalhadores não serão prejudicados, pois o SETRABH está garantindo a DATA-BASE da categoria, ou seja, a reposição salarial terá efeitos retroativos a outubro/2022."
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