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Mulher que desenvolveu doença após trabalhar em pé será indenizada em MG

A mulher foi submetida à cirurgia e, posteriormente, teve de ser afastada do trabalho por incapacidade total temporária

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Trabalhadora era responsável por transportar remédios e tarefa a obrigava a ficar de pé • Freepik | Reprodução

Uma empresa do ramo de distribuição de medicamentos foi condenada pela Justiça do Trabalho de Minas Gerais a pagar uma indenização por danos morais de R$ 5 mil para uma empregada acometida por fascite plantar. A conclusão foi de que a trabalhadora foi vítima de doença ocupacional, sendo a empresa responsável pelos males físicos.

O caso ocorreu na 6ª Vara do Trabalho de Contagem (MG) e foi constatado que a empregada trabalhava quase o tempo todo em pé e andando, pois era responsável por buscar medicamentos e colocá-los nas caixas que vinham em esteiras, o que contribuiu para o desenvolvimento da moléstia. Na análise judicial, a empresa foi negligente no cuidado com a integridade física da trabalhadora.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região de Minas Gerais.

O que diz a legislação

Para o magistrado, a empresa não cumpriu sua obrigação de fornecer à empregada um ambiente de trabalho seguro e saudável, o que configura a prática de ilícito. O juiz frisou que o empregado tem direito a trabalhar em condições que preservem sua saúde, integridade e capacidade, sendo obrigação do empregador assegurar-lhe um ambiente de trabalho que conserve suas capacidades, bem-estar físico e psicológico.

Fascite plantar: enfermidade comum

A fascite plantar é uma enfermidade considerada comum no Brasil, acometendo mais de 2 milhões de pessoas. Caracterizada por uma inflamação do tecido que liga o osso do calcanhar aos dedos, a condição causa dor aguda, que pode ser pior na parte da manhã.

Além de fisioterapia, para tratar a fascite plantar é recomendada a utilização de órteses e, em casos raros, é necessário procedimento cirúrgico.

* Com supervisão de Lucas Borges

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.

 

 

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