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Metroviários de BH apontam 'erros na privatização' para presidente do BNDES

Sindimetro diz que representantes se reuniram com Aloizio Mercadante

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Representantes do Sindimetro estão em Brasília nesta quarta-feira para protestar
Representantes do Sindimetro estão em Brasília nesta quarta-feira para protestar  • CBTU

Em greve desde 14 de fevereiro, metroviários de Belo Horizonte se encontraram com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, nessa terça-feira (7), para apontar possíveis erros no edital de privatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O encontro foi divulgado pelo Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro). 

"Mercadante explicou que não tem poder de evitar ou barrar este processo", diz informativo do Sindmetro. Ainda conforme o comunicado, Mercadante se comprometeu a conversar com outros órgãos para 'adiar a assinatura'. "Com isso, o sindicato ganha tempo para discutir a questão dos empregados”.  

O projeto de concessão do metrô de BH recebeu no ano passado o aval do Tribunal de Contas da União (TCU), que analisou todos os critérios técnicos.

A concessão prevê a modernização completa da Linha 1 - 28,1 quilômetros de extensão e 19 estações para passageiros -, hoje operante, e sua expansão até a futura estação Nova Eldorado

A empresa que administrar o metrô terá também que construir da Linha 2, que ligará os bairros Calafate e Barreiro - 10,5 km de expansão e 7 novas estações - também ficará a cargo do vencedor do leilão.

Dos R$ 3,8 bilhões previstos, R$ 2,8 bilhões foram provisionados com recursos da União, mais de R$ 400 milhões são provenientes do Estado de Minas, e o restante será desembolsado pelo parceiro privado.

O leilão do metrô foi realizado em dezembro e o grupo Comport venceu o certame. A previsão é que ainda em março o contrato seja homologado e a empresa comece ainda neste ano a gerir o metrô da capital mineira.

O projeto foi apontado como prioridade pelo governador Romeu Zema (Novo) para destravar uma antiga reivindicação da população belo-horizontina e recebeu o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Greve continua  

Em meio ao impasse, metroviários decidiram nessa terça-feira (7) continuar com a greve.  

A categoria exige que o governo Federal garanta o emprego de 1.600 trabalhadores da CBTU após a privatização do metrô. 

"A greve está mantida, mesmo porque, não teria condições de voltar ao trabalho hoje. Grande parte dos trabalhadores está viajando para Brasília e amanhã (quarta-feira) tem reunião às 9 horas e uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto. Na quinta-feira (9), quando os trabalhadores chegarem, nós vamos ter uma assembleia e, se já tiver uma posição positiva e por escrito por escrito do Governo Federal, a intenção é voltar ao trabalho", explica Marcos Lima, assessor de comunicação do Sindimetro. 

 

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