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Discordância sobre tratamento de cabelo termina em agressão entre advogada e cabeleireira em BH

Caso foi registrado no Barreiro, na capital mineira

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Fotos tiradas pela cabeleireira mostram ferimentos no rosto e no couro cabeludo  • Imagens cedidas à Itatiaia

Um desentendimento entre uma advogada e uma cabeleireira terminou em confusão no bairro Lindeia, região do Barreiro, em Belo Horizonte, no último domingo (26). Até mesmo um osso bovino teria sido usado nas agressões.

À Itatiaia, a cabeleireira contou que foi empurrada. "Ela me mandou entrar, pedi para ver o cabelo e disse que não estava quebrado. Ela me empurrou, bateu meu braço na parede e catou meu cabelo. Aí catei o dela também e a empurrei escada abaixo, e também fui segurando pelo cabelo. Na hora que eu tava saindo, ela pegou um osso e me bateu, quando olhei para trás, ela bateu de novo, eu estava de costas", relata.

Um vizinho pulou o muro e apartou a briga. "Um vizinho pulou porque ela ia me matar. Ela ia me matar e para mim isso foi uma tentativa de homicídio, entendeu? Ela foi batendo na minha cabeça", denuncia.

Já a advogada afirmou no BO que foi a cabeleireira quem a puxou pelo cabelo e a jogou pela escada, e que ela apenas revidou. A Itatiaia entrou em contato com a advogada, que se defendeu das acusações. Ela disse que estava sozinha em casa com a mãe de 89 anos, que tem Alzheimer, quando foi surpreendida pela profissional no portão. "Ela me disse para sair e eu disse que não tinha como, pois estava me arrumando para ir ao banho. Eu disse que não precisava, que cabelo se recupera, e pedi que fosse embora. Nesse momento ela agarrou meu cabelo", afirma. "Ela parecia querer me puxar para forra de casa, tentei convencê-la a me soltar pois aquela não era a forma de resolver as coisas. Quando dei por mim estava rolando pela escada", conta a advogada. "Ela afirma que o importante "não é uma falha de procedimento do meu cabelo, mas uma invasão a domicílio, agressão e violência".

A advogada ainda afirma que parentes da cabeleireira a ameaçaram e enviou vídeos com a varanda cheia de pedras, que teriam sido jogadas por eles. "Me chamaram pelo nome e disseram que iam me 'pegar', jogaram pedras e acertaram uma das janelas da casa".

As duas partes assinaram o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

 

 

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