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Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência reforça desafios da inclusão em BH

Prefeitura mantém serviços como Centro-Dia e projeto que leva recursos lúdicos às casas das famílias; diretor também alerta para o capacitismo no cotidiano

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Imagem meramente ilustrativa • Pixabay/Reprodução

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta segunda-feira (21), reforça a importância da inclusão, da autonomia e da garantia de direitos. Em Belo Horizonte, a prefeitura mantém serviços voltados ao atendimento de pessoas com deficiência e ao apoio às famílias.

Entre as iniciativas está o Centro-Dia de Referência para Pessoas com Deficiência, no Barreiro. O equipamento atende pessoas que já passaram por alguma situação de violação de direitos e busca fortalecer os vínculos familiares e sociais.

Segundo o diretor de Políticas para Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Belo Horizonte, Luiz Vilani, o serviço também trabalha para reconhecer e desenvolver as potencialidades das pessoas atendidas. “Ele é destinado às pessoas que já têm alguma violação de direito e busca o fortalecimento dos vínculos das famílias para restabelecer todos os direitos, o conhecimento, o reconhecimento do potencial dessas pessoas.”

Projeto leva atividades para dentro das casas

Outra iniciativa destacada pelo diretor é a Mala de Recursos Lúdicos. O projeto leva educadores sociais até as residências das pessoas com deficiência, utilizando brinquedos e outros recursos para trabalhar as potencialidades e a convivência familiar.

A proposta é atuar de forma preventiva, com atividades que possam contribuir para a inclusão e para o fortalecimento dos vínculos. “A mala é uma mala de brinquedos, de recursos que podem ser aplicados para, junto com a família, construir a dignidade dessas pessoas, o reforço às potencialidades e as possíveis práticas de inclusão na sociedade”, explica Vilani.

Diretor de Políticas para Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Belo Horizonte, Luiz Vilani • Gregory Rodrigues/PBH
Diretor de Políticas para Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Belo Horizonte, Luiz Vilani • Gregory Rodrigues/PBH

'A inclusão é uma luta do dia a dia'

Para o diretor, as políticas públicas precisam ser acompanhadas de uma mudança de comportamento da sociedade. Ele destaca que a inclusão não deve ser discutida apenas durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência.

Segundo Vilani, é necessário combater as chamadas barreiras atitudinais, que surgem a partir de comportamentos e preconceitos e podem dificultar a participação das pessoas com deficiência na sociedade. “Nós só vamos transformar essa situação na medida em que nós derrubarmos as barreiras atitudinais, porque todas as demais barreiras arquitetônicas vêm da própria atitude das pessoas.”

Capacitismo ainda aparece no cotidiano

Vilani também chama atenção para o capacitismo, termo usado para definir preconceitos e atitudes que desvalorizam ou limitam pessoas com deficiência. Segundo ele, algumas manifestações podem ocorrer de maneira não intencional, inclusive por meio de expressões comuns do dia a dia. “Nós precisamos conscientizar a sociedade sobre o que é o capacitismo, porque ele é estrutural. Muitas vezes a gente faz sem perceber.”

O diretor defende que a sociedade compreenda melhor as diferentes necessidades das pessoas com deficiência para contribuir com a eliminação das barreiras e ampliar a acessibilidade.

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é celebrado em 21 de setembro e reforça a mobilização pela garantia de direitos, participação social e inclusão.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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