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Dia do Livro: Heitor, de apenas 4 anos, quebra recorde em biblioteca de EMEI em BH

Em apenas um ano, menino pegou mais de 200 livros emprestados da escola; pesquisa aponta que apenas 20% dos brasileiros usam tempo livre para ler

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Heitor, recordista de literatura em BH. • Imagens cedidas à Itatiaia

Nesta quinta-feira (23) é comemorado o Dia Mundial do Livro, data que celebra a importância e incentiva a literatura em todo o Mundo. Em Belo Horizonte, um pequeno leitor chamou a atenção e virou motivo de orgulho da família ao quebrar um grande recorde. 

Heitor, de apenas 4 anos, pegou o maior número de livros emprestados em uma biblioteca de Belo Horizonte, foram mais de 200 exemplares em apenas um ano. Ele, que é aluno da EMEI Floramar, na Zona Norte da cidade, levou da escola para casa, ao todo, 210 livros emprestados. 

Cícera Carla, a mãe do pequeno Heitor, conversou com a Itatiaia sobre a marca alcançada pelo filho. Ela contou que o interesse do menino pela literatura é motivo de “muito orgulho” e que momentos de leitura já fazem parte da rotina da família desde que Heitor tinha apenas 1 ano e 4 meses. 

Segundo a mãe, a introdução aos livros foi uma ideia tida por ela para, inicialmente, ajudar no processo do desmame da criança. O tempo passou, porém, e Heitor ainda demonstra interesse em literatura. 

“O interesse do Heitor pelos livros começou quando eu fui fazer o desmame dele. Durante a tarde, na hora de dormir, ele sempre queria mamar. Então comecei a propor que, em vez de mamar, nós poderíamos ler uma historinha. No início ele chorou um pouco, porque estava acostumado, mas acabou aceitando ouvir a história. Com o passar dos dias, aquele momento que antes era de mamar foi sendo substituído pelo momento do livro e da historinha. Quando chegou a hora do desmame à noite, foi até mais tranquilo. Eu falei com ele que poderíamos ver uma historinha antes de dormir e ele mesmo disse: ‘Mamãe, eu vou pegar um livro’. Foi a partir desse momento que percebi que surgiu nele esse interesse pelos livros ”, contou Cícera. 

Ela revelou também que o menino pede, por iniciativa própria, para “ler uma historinha” com a mamãe e o papai antes de dormir e até em momentos aleatórios durante o dia. Como a criança ainda não sabe ler, a atividade acabou se tornando também um momento em família. 

“Muitas vezes nós sugerimos ler um livro, mas também acontece dele mesmo ir até a estante, pegar um livrinho e pedir: “Mamãe, papai, lê esse livro para mim?”. Para nós, a leitura é muito importante e já faz parte do nosso dia a dia em família”, comentou. 

O Brasil é um país que lê?

O interesse do pequeno Heitor pelos livros vai na contramão da maioria da população brasileira, é o que mostra a 6ª edição da obra "Retratos da Leitura no Brasil", produzida e distribuída pelo Instituto Pró-Livro. 

A pesquisa retrata uma queda no número de pessoas que leem durante o tempo livre em relação a índices anteriores. Em 2024, apenas 20% da população do país usa o tempo livre para ler livros, enquanto outros 81% informam usar esse período para navegar na internet. Cerca de 33% dos entrevistados apontam a falta de tempo como a principal razão para não terem lido mais livros no período da pesquisa.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.