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Copasa retoma captação no rio Paraopeba para reforçar abastecimento na Grande BH

Sistema estava parado desde 2019 após rompimento da barragem em Brumadinho; operação começa de forma provisória

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Copasa • Copasa/ Divulgação

A Copasa inicia nesta segunda-feira (27), às 9h, a operação de uma nova captação de água no Rio Paraopeba, em Brumadinho, para reforçar o abastecimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O sistema estava paralisado desde o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em janeiro de 2019, devido ao risco de contaminação.

Neste primeiro momento, o bombeamento será feito de forma provisória, com vazão de 2 metros cúbicos por segundo (m³/s). A expectativa é que esse volume aumente após a conclusão das obras.

Segundo a presidente da Copasa, María Melo, a estrutura já existia, mas precisou ser interrompida após o desastre.“Tinha uma captação que foi construída em 2015, que teve que ser paralisada em função do rompimento da barragem. A Vale tinha a obrigação de concluir essas obras em 2020, mas ainda havia problemas. Essa captação estava paralisada desde o meio do ano passado”, explicou.

De acordo com ela, a meta é ampliar a capacidade para 5 m³/s, mesma vazão da captação antiga. “Hoje ela tem uma capacidade de operação de 2 m³/s, mas precisa chegar a 5 m³/s, que é a mesma vazão que tinha na captação antiga. Isso é fundamental para garantir a segurança hídrica no abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, afirmou.

A presidente destacou ainda que a retomada ocorre após acordo firmado recentemente e com acompanhamento do Ministério Público (MPMG). “Fechamos o acordo na semana passada. Ela retorna inicialmente com 2 m³/s, mas já com atuação junto ao Ministério Público para fazer todas as adequações para que, em breve, esteja operando na capacidade de 5 m³/s”, disse.

María Melo também garantiu que não há risco de contaminação na água captada. “É importante esclarecer à população que essa captação não fica na área de influência do rompimento da barragem. Ela está a montante, ou seja, acima da confluência do córrego Ferro-Carvão com o Paraopeba. Então não há risco em relação à água bruta que será tratada”, concluiu.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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