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Comerciantes denunciam retirada de carrinhos de alimentos da entrada do Parque Guanabara, em BH

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano afirma que trabalhadores foram avisados

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Comerciantes denunciam retirada de carrinhos de alimentos da entrada do Parque Guanabara, em BH • Reprodução

Trabalhadores que vendem alimentos em frente à entrada do Parque Guanabara, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, denunciaram a retirada dos carrinhos de comércio por parte do Executivo municipal nessa segunda-feira (5). De acordo com Linda Pires, presidente da Associação dos Ambulantes da Porta do Parque Guanabara, foram retirados sete carrinhos e todos eles têm licença. Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano informou que "não procede a informação de que não houve diálogo com os ambulantes da região antes da retirada dos veículos." A pasta afirma que os trabalhadores foram avisados com antecedência de que seria necessária a transferência dos equipamentos para outros espaços autorizados em função de uma obra que será realizada na Avenida Expedicionário Benvindo Belém de Lima e vias do entorno.

“Hoje, 5 de outubro, não levaram apenas carrinhos. Levaram o instrumento de trabalho e o sustento de famílias que trabalham na porta do Parque Guanabara há mais de 50 anos”, escreveu Linda Pires em publicação nas redes sociais. A presidente da associação, cujos familiares são proprietários de carrinhos, afirmou que os comerciantes vendem alimentos como pipoca e cachorro-quente na porta do parque.

Segundo ela, alguns dos carrinhos foram danificados na hora da remoção. Linda contou ainda que os comerciantes terão que pagar R$ 2 mil para recuperar cada carrinho. “Teve falta de respeito, trataram a gente super mal”, afirmou.

À Itatiaia, Linda Pires relatou que os comerciantes não entenderam a motivação da retirada e não foram notificados sobre. Segundo ela, em 8 de setembro, houve uma reunião com o poder público para alinhar as tratativas sobre a permanência dos carrinhos na calçada. A presidente da associação afirmou que foi acordado que os pontos de venda ficariam em um espaço na rua em frente ao parque, área que seria para estacionamento, até que a calçada fosse ampliada e adequada para comportar os carrinhos, o que estaria previsto para dezembro deste ano.

“O que buscamos desde o início é organização, segurança e a adequação do passeio. Foi tratado conosco que permaneceríamos provisoriamente até dezembro, enquanto essa adequação fosse realizada”, afirmou.

Além dos custos para recuperar os carrinhos e possíveis reparos nas estruturas, Linda destacou que a retirada ocorreu em data próxima ao Dia das Crianças, época de grande movimentação no parque.

A situação também foi relatada por Jéssica Pires, moradora da região. À Itatiaia, ela afirmou: “As pessoas ali, praticamente todos que estão ali, ganham a vida ali. Tem pessoas que trabalham ali que têm crianças pequenas.”

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que os trabalhadores foram avisados da necessidade da transferência dos equipamentos por causa de uma obra na via. "A Secretaria ainda se colocou à disposição para avaliar alternativas de realocação, mas, apesar das tratativas, alguns comerciantes não retiraram os carrinhos e mobiliários do local. A retirada é necessária para liberar a área e permitir a implantação das intervenções, que incluem sinalização, acessibilidade e segurança viária. No ponto em questão, será implantado um rebaixamento de calçada necessário para garantir o acesso de pessoas com deficiência (PCD), o que impede a permanência dos equipamentos no local", afirmou.

Com a permanência dos carrinhos no local, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano afirma que: "Realizou uma ação fiscal para liberar a área e permitir o início das intervenções. Os equipamentos recolhidos foram encaminhados para um depósito e estão disponíveis para a retirada dos proprietários, que poderão solicitar a devolução no prazo de 30 dias, mediante comprovação da propriedade e pagamento do preço público referente ao período de armazenagem."

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Estudante de Jornalismo e Rádio TV na FMU e formada em Produção Audiovisual. Tem experiência em televisão e jornalismo digital. Atuou na Rede Minas, onde trabalhou como repórter, apuração, produção de matérias e apoio à execução de telejornais ao vivo. No jornal Estado de Minas, produziu conteúdos para o Portal SouBH e o Jornal Aqui, com experiência em cotidiano, cultura, entretenimento e hard news.

 

 

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