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Cemitérios públicos de Belo Horizonte têm sexo, roubos e piquenique

Objetos de metal são alvo de furto para venda no mercado ilícito. Câmeras da Prefeitura flagram a ação dos infratores  

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Objetos de metal são alvo de furto para venda no mercado ilícito. Câmeras da Prefeitura flagram a ação dos infratores
Objetos de metal são alvo de furto para venda no mercado ilícito. Câmeras da Prefeitura flagram a ação dos infratores  • Reprodução

Os cemitérios públicos de Belo Horizonte têm sido algo de infratores e pessoas que utilizam os locais para furtar, violar sepulturas, fazer sexo e até piquenique. A ação é flagrada por câmeras de monitoramento acessadas pela Prefeitura da capital que mostram, inclusive, que no cemitério mais antigo da cidade tem pessoas que furtam ossos e outros que vão tomar vinho com amigos.

No maior cemitério público da cidade, os malfeitores estão de olho em objetos de metal que são levados e vendidos no mercado ilícito. O secretário de segurança de Belo Horizonte, Genilson Zeferino, detalha a identificação destes ilícitos e as ações feitas para coibir a atuação dos criminosos.

"Para você ter uma ideia, o Cemitério do Bonfim que é o mais antigo de Belo Horizonte onde estão enterrados deputados e os fundadores da cidade tem sido alvo frequente de pessoas que tentam violar a sepultura. A gente não sabe qual que é o sentido disso, mas as pessoas têm usado o cemitério para fazer piquenique, tomar vinho. A gente tá buscando, inclusive, uma ajuda da universidade para entender que comportamento é esse. O cemitério do Bonfim recebe câmeras exatamente com essa finalidade, monitorar 24h por dia."

No Cemitério da Paz os vândalos interferem na dinâmica e na rotina do local.

"Eles atacam os velórios e furtam peças de alumínio que garantem a segurança das portas fechadas, as louças, isso tem trazido um transtorno enorme para a fundação impedindo, inclusive, que os sepultamentos sejam feitos."

O terceiro cemitério que também vem sendo alvo de vandalismo, de tentativas de roubo, é o Cemitério da Saudade. Genilson Zeferino explica que há atuação de um crime organizado no local.

"A gente consegue identificar um crime organizado no sentido de que tem um grupo que vai lá roubar, outro que recepciona e vende as peças. No Cemitério da Saudade também por ser um cemitério tradicional as pessoas tem roubado peças sacras. E aí usam estratégias de confundir o porteiro. Elas entram como se fosse para velório e vão lá e furtam essas peças."

A prefeitura conta, também, com câmeras de monitoramento de terceiros nas imediações dos cemitérios.

"Então, as câmeras de terceiros têm ajudado e muito a Guarda Municipal e a própria Secretaria Municipal de Segurança."

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Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.