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Caso Laudemir: novo escritório assume defesa de Renê e promete pronunciamento

Gari foi morto em 11 de agosto do ano passado, em Belo Horizonte

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Gari Laudemir foi assassinado por Renê da Silva Nogueira Júnior
Gari Laudemir foi assassinado por Renê da Silva Nogueira Júnior • Reprodução

As investigações e os desdobramentos judiciais sobre a morte do gari Laudemir Souza Fernandes ganharam um novo capítulo nesta semana. O escritório Lima e Silva, Correa e Resende Neves Sociedade de Advogados anunciou, neste sábado (8), que assumiu oficialmente o "patrocínio das demandas cíveis e criminais de todas as demandas em curso" envolvendo o réu Renê da Silva Nogueira Júnior.

O anúncio ocorre logo após a equipe do advogado Bruno Silva Rodrigues, com sede no Rio de Janeiro, deixar a defesa do empresário. Esta é a quarta mudança na representação jurídica do acusado desde o início do processo.

De acordo com o novo escritório, "o estudo dos casos concretos se iniciaram nesse dia 08 de agosto e a formalização da representação judicial ocorrerá nos próximos dias."

O comunicado destaca, ainda, que haverá uma coletiva de imprensa na próxima semana "para que informações complementares sejam transmitidas".

O escritório enfatizou ainda que assume o caso "com muita responsabilidade e com a consciência de que a ampla defesa e o respeito ao devido processo legal é o único meio de alcançar a Justiça e a verdade real".

Histórico de trocas na defesa

A saída da equipe anterior havia sido confirmada na última sexta-feira (7) por meio das redes sociais do próprio acusado. Na ocasião, a assessoria comunicou o encerramento da atuação do escritório carioca tanto nas instâncias criminais quanto cíveis, incluindo recursos que já estavam em tramitação.

Os motivos que levaram ao rompimento entre Renê e a antiga banca jurídica não foram revelados.

Com a entrada do escritório Lima e Silva, Correa e Resende Neves, a expectativa agora gira em torno da coletiva marcada para a próxima semana, onde a nova estratégia da defesa deve começar a ser delineada perante a Justiça mineira.

Confira comunicado na íntegra:

"O escritório Lima e Silva, Correa e Resende Neves Sociedade de Advogados, informa que assume a partir da data de hoje, o patrocínio das demandas cíveis e criminais de todas as demandas em curso envolvendo o senhor Renê.

O estudo dos casos concretos se iniciaram nesse dia 08 de agosto e a formalização da representação judicial ocorrerá nos próximos dias.

Com o intuito de facilitar os esclarecimentos, inclusive para a imprensa, será convocada para a próxima semana, coletiva de imprensa, para que informações complementares sejam transmitidas.

Por fim, o escritório assume as demandas com muita responsabilidade e com a consciência de que a ampla defesa e o respeito ao devido processo legal é o único meio de alcançar a Justiça e a verdade real."

Relembre o caso

  • O crime ocorreu por volta das 9h do dia 11 de agosto de 2025, na Rua Modestina de Souza, no Bairro Vista Alegre, localizado na Região Oeste de Belo Horizonte, segundo o boletim de ocorrência.
  • Laudemir trabalhava na coleta de resíduos quando Renê Júnior, motorista de um BYD de cor cinza, que seguia no sentido contrário, se irritou, alegando que o veículo atrapalhava o trânsito.
  • Armado, o suspeito apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou atirar no rosto dela. Ele seguiu, passou pelo caminhão, desceu do carro com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou e atirou contra o gari.
  • A bala atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo da vítima, que não resistiu aos ferimentos. Renê foi preso horas depois ao chegar na academia.
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