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Caso Ian: pai e madrasta julgados por morte de criança são novamente condenados

Casal voltou a ser alvo de uma denúncia sobre uma agressão contra o pequeno Ian Henrique Almeida em 2022

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Ian morreu no início de janeiro por traumatismo craniano
Ian morreu no início de janeiro de 2023 por traumatismo craniano • Arquivo Pessoal

Márcio da Rocha Souza e Bruna Cristine dos Santos, condenados pelo assassinato do pequeno Ian Henrique Almeida, em 2023 aos dois anos de idade, voltaram a ser condenados nessa terça-feira (9) por uma agressão registrada em maio de 2022. A decisão é da juíza Fernanda Chaves Carreira Machado, da 11ª Vara criminal de Belo Horizonte.

Os dois haviam sido condenados no final de 2024 pela morte da criança em janeiro de 2023. Nesse caso, Márcio foi sentenciado a 26 anos e oito meses de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado, enquanto Bruna foi condenada a 35 anos em regime fechado.

O garoto foi internado em 7/1/2023 com lesões na cabeça e no queixo e edema na testa. Ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu aos ferimentos. Médicos desconfiaram das lesões e das versões apresentadas pelo casal e acionaram a Polícia Militar. Os dois foram presos pelo crime de maus-tratos.

Agora, os dois foram condenados por uma agressão que ocorreu entre os dias 13 e 15 de maio de 2022, em uma casa no bairro Jaqueline, na Região Norte de Belo Horizonte. A mãe da vítima relatou que o menino foi passar o fim de semana na casa do pai e voltou com um hematoma no rosto e sangramento no ouvido.

A criança foi encaminhada ao Hospital Municipal Madalena Parrilo Calixto, onde foram constatados hematoma na região malar esquerda e perfuração no tímpano. A denúncia narra que a madrasta da criança agrediu fisicamente a vítima e que o pai do menino, que dispunha de guarda compartilhada, concorreu para o crime, já que foi omisso em impedir.

Márcio da Rocha de Souza foi condenado a um ano e dois meses de prisão por lesão corporal praticada em contexto de violência doméstica e familiar contra o próprio filho, por omissão no dever de cuidado e de proteção da criança. Já Bruna Cristine dos Santos foi condenada a um ano e um mês de prisão por lesão corporal praticada contra a vítima, também em contexto de violência doméstica e familiar.

A defesa de Bruna Cristine afirmou que não há provas de materialidade e autoria do crime, nem de relação entre as lesões e supostas agressões. Já os representantes de Márcio da Rocha afirmam que não há prova de conhecimento prévio do homem sobre as agressões.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.