Caso da mala de R$ 30 mil: motorista devolve pertences a idoso após repercussão
Idoso, de 80 anos, dirigia caminhonete com tampa aberta e estava com a mala da cunhada no bagageiro quando o item caiu; motorista explicou que resgatou o objeto com a intenção de devolvê-lo mas não encontrou o dono

O caso do aposentado Joel Soares, de 80 anos, que mobilizou a Polícia Militar e a população de Belo Horizonte nesta semana, teve um desfecho positivo. A mala recheada de joias e roupas avaliadas em aproximadamente R$ 30 mil, que havia caído do bagageiro de sua caminhonete no bairro Ipiranga, na Região Nordeste da capital, foi devolvida ao proprietário.
Após a repercussão das imagens de câmeras de segurança e das reportagens, o motorista de aplicativo Guilherme Carvalho entrou em contato e devolveu a bagagem.
Em áudio enviado à rádio Itatiaia, Guilherme explicou que resgatou o objeto com a intenção de devolvê-lo, mas que perdeu o veículo de vista no momento do ocorrido: "O que aconteceu foi o seguinte, eu estava rodando na região no dia, estava parado na rua e vi a mala caindo do carro do seu Joel. Assim que eu vi, arranquei o carro, peguei a mala e rapidamente já procurei o seu Joel, fui atrás dele, mas não encontrei mais. Desde então, estou atrás dele, tentando achar um meio de entrar em contato."
O motorista relatou que, com a ajuda de sua noiva, conseguiu localizar o idoso após assistir às reportagens veiculadas sobre o caso: "Graças a Deus, no final deu tudo certo. Conseguimos encontrar e devolver a mala."
Relembre o caso
O incidente ocorreu na manhã da última quarta-feira (7). O aposentado Joel Soares havia buscado a cunhada na rodoviária de Belo Horizonte. Como a familiar iria seguir viagem, a mala permaneceu na caçamba da caminhonete. Ao parar para levar um ventilador ao conserto, o idoso se esqueceu de fechar a tampa do compartimento.
Ao transitar pela Rua Marília, a mala caiu na via. Imagens de segurança mostraram o momento exato em que o objeto rolou pelo asfalto e, pouco mais de um minuto depois, um carro estacionou no local. O condutor recolheu a mala e seguiu em direção à Rua Quixadá.
Diante do prejuízo e do valor sentimental e financeiro dos itens, o idoso chegou a declarar que pretendia vender o próprio carro para ressarcir a cunhada.
O que diz a legislação
Muitas pessoas podem até pensar no ditado popular “achado não é roubado” quando encontram algo na rua, mas o Código Penal Brasileiro pune a conduta de se apropriar de bem perdido ou esquecido pelo dono. Segundo a Lei, o objeto deve ser devolvido ou entregue às autoridades em até 15 dias.
A situação configura o crime de apropriação de coisa achada, que tem previsão de pena de até 1 ano de detenção e multa. Com isso, se uma pessoa encontrar alguma coisa perdida, deve devolver imediatamente a quem estiver procurando.
Se a pessoa não identificar quem perdeu, deve entregar a uma autoridade mais próxima, por exemplo, nas Delegacias de Polícia. Já a pessoa que perdeu, deve registrar um boletim de ocorrência.
Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.



