Campeão da Libertadores pelo Atlético é alvo de ação de despejo de mansão na Pampulha, em BH
Defesa do ex-jogador nega recusa de pagamento e aponta divergência sobre os valores cobrados

O ex-lateral-direito Carlos César, campeão da Copa Libertadores de 2013 pelo Atlético, é alvo de uma ação de despejo por atraso de pagamento do aluguel da mansão onde mora em um condomínio fechado da Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A Itatiaia teve acesso ao processo, distribuído em julho deste ano e que corre na 21ª Vara Cível da capital mineira. Em nota, o advogado do ex-jogador, Lucas Bregunci, negou recusa de pagamento e apontou divergência sobre os valores cobrados (veja íntegra ao final da matéria).
Na ação, a empresa responsável pela locação cobra R$ 56.367,47, entre aluguéis vencidos, multa, contas de água e energia, taxas de condomínio e honorários advocatícios. Diante do atraso no pagamento, a causa recebeu o valor total de R$ 278.367,47.
Conforme o documento, o contrato de locação foi firmado por um período de 30 meses, com vigência de 6 de fevereiro de 2026 e término previsto para 5 de agosto de 2028, com valor mensal de R$ 18.500.
A reportagem apurou que a mansão, avaliada em R$ 6 milhões, tem piscina, sauna, espaço gourmet, sala de home, quatro quartos e seis vagas de garagem.
Na ação, a empresa destacou que o ex-jogador realizou o depósito de caução no valor de R$ 33 mil, equivalente a dois meses de aluguel. No entanto, destaca que o valor da dívida supera o montante da caução atualizada.
Mentor e palestrante
Nas redes sociais, o ex-lateral se apresenta atualmente como mentor e palestrante, com mais de 155 mil seguidores somente em uma rede social.
Carreira

Carlos César defendeu o Atlético em 101 jogos e marcou cinco gols. Além da Libertadores, foi campeão mineiro em 2012, 2013, 2015 e 2017. O lateral se despediu do clube em 2019, após oito anos de contrato, depois de ser emprestado para Athletico-PR, Coritiba-PR e Vasco-RJ. Defendeu ainda Criciúma-SC (clube que o revelou), Guarani-SP e Boa Esporte.
O que diz a defesa do ex-jogador?
Em nota, o escritório Bregunci & Dares Advogados afirmou à Itatiaia que o contrato prevê aluguel de R$ 16.500 nos primeiros 12 meses, mas foram cobrados R$ 18.500, além de encargos, enquanto mais de R$ 33 mil permanecem em caução. Veja a íntegra:
Em atenção ao questionamento formulado pela Rádio Itatiaia, o escritório Bregunci & Dares Advogados esclarece que não há recusa de pagamento, mas divergência objetiva e documental quanto aos valores cobrados.
O contrato de locação, firmado em 06 de fevereiro de 2026, estabelece aluguel de R$ 16.500,00 durante os primeiros 12 meses, passando a R$ 18.500,00 somente a partir do 13º mês. Apesar disso, foram emitidas cobranças com base no valor de R$ 18.500,00, sobre o qual ainda incidem multa, juros, correção e honorários.
Além disso, a locadora mantém em seu poder mais de R$ 33 mil em caução, prestada como garantia da locação.
Desde março de 2026, o locatário solicita formalmente as faturas dos encargos, a memória de cálculo e a correção das cobranças, sem que a documentação necessária tenha sido integralmente apresentada.
Também foram comunicados, logo após a entrega das chaves, problemas relevantes no imóvel, incluindo infiltrações, vazamentos, risco elétrico e aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento. Parte dos reparos chegou a ser custeada pelo próprio locatário diante da ausência de solução.
Em 15 de julho de 2026, foi apresentada Notificação extrajudicial, requerendo a correção dos boletos, os reparos necessários e a restituição de valores cobrados a maior, sem resposta até o momento.
A defesa, quando citada, apresentará ao Poder Judiciário toda a documentação pertinente e confia que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso do processo.
Eventuais esclarecimentos adicionais serão prestados exclusivamente por seu advogado.
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.



