Belo Horizonte
Itatiaia

Bombeiros de MG já atenderam mais de 25 mil chamados de incêndios em 2024

Segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (3), 65% dos incêndios no estado foram em cidades e estão ligados a ação humana

Por

Incêndios consomem seis unidades de Conservação em Minas Gerais. A situação é mais crítica no Santuário do Caraça, onde a operação de combate ao incêndio já dura 23 dias. O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Tenente Henrique Barcellos, destaca as dificuldades da corporação.

Incêndios em áreas urbanas são a maioria

Apesar do alto número de incêndios em parques e unidades de conservação, a maioria das ocorrências são em áreas urbanas. 65% dos 25 mil chamados de queimadas em 2024 foram para atender incêndios dentro das cidades, em lotes vagos ou terrenos. "Um outro ponto que a gente precisa falar é o incêndio em vegetação em áreas urbanas não protegidas.

Em 2024, tivemos 25 mil chamados, e 65% deles são em cidades. E, eles estão muito ligados a ação humana. Por isso, a gente reforça as ações preventivas, de não colocar fogo em lotes vagos, não realizar limpeza de terreno, pastagens próximas ao meio urbano, justamente para conseguir reduzir essas ocorrências e o Corpo de Bombeiros e demais órgãos, concentrarem suas energias nos patrimônios ambientais", orienta Tenente Barcellos.

O número de chamados é o pior da série histórica iniciada em 2015, ultrapassando todo o contabilizado em 2021, pior período até então, quando foram 24.336 casos ao longo de todo o ano. No entanto, o Tenente ressalta que as áreas queimadas não superam os de registros anteriores.

"Por mais que a demanda tenha aumentado muito, essa área queimada ainda não supera anos anteriores. Isso mostra uma certa eficiência de todos os órgãos que estão envolvidos nessa força tarefa". De acordo com dados são do BDQueimadas do Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Minas Gerais concentra 4,9% dos focos de incêndios no país durante 2024. O sétimo estado com mais registros de incêndios.

Por

Mineira de Resende Costa, Campo das Vertentes. Jornalista formada pela UFSJ, já trabalhou na Rádio Emboabas de São João del-Rei. Na Itatiaia, é editora do Jornal Itatiaia Primeira Edição e do Jornal da Tarde. Além de repórter, principalmente em Cidades