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BH registra os primeiros casos de vírus da raiva em morcegos em 2024

No ano passado, a administração municipal identificou quinze casos na capital mineira

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Neste ano, até o momento, 19 morcegos testaram positivo para raiva na capital • Oasalehm (Wikimedia Commons) | Reprodução

Pelo menos dois morcegos com o vírus da raiva foram identificados em Belo Horizonte, conforme a Secretaria Municipal de Saúde. Os casos foram registrados nas regionais Leste e Pampulha. De acordo com a pasta, a circulação do vírus da raiva vem sendo observada de perto.

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda grave, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. No ano passado, a administração municipal identificou quinze casos.

“Todo o animal, mamífero, silvestre ou doméstico, com sintomatologia deve ser encaminhado para o laboratório de Zoonoses onde será coletado material para identificação do vírus. No caso da ocorrência de positividade, uma ação de bloqueio e orientação para a população do local é feita”, disse o diretor de zoonoses de Belo Horizonte, Eduardo Viana.

Isso porque, segundo informações do Ministério da Saúde, a raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças.

Vacinação

Diante disso, a prevenção é feita por meio da vacinação de cães e gatos. “O contato com animais silvestres é mais raro, mas a presença de cães e gatos no ambiente doméstico pode facilitar essa transmissão. A vacina é segura e a principal fonte de proteção não só para esses animais, mas também para o ser humano”, disse Eduardo.

As doses são disponibilizadas nos cinco Centros de Esterilização de Cães e Gatos (CECG) e no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). As doses podem ser aplicadas em animais a partir de três meses de idade, gestantes (prenhas) ou não. Os endereços e horários de funcionamento dos locais podem ser verificados on-line.

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Tem mais de 27 anos de experiência jornalística, como gestor de empresas de comunicação em Minas Gerais. Já foi editor-chefe e apresentador de alguns dos principais telejornais do Estado em emissoras como Record, Band e Alterosa, além de repórter de rede nacional. Foi editor-chefe do Jornal Metro e também trabalhou como assessor de imprensa no Senado Federal, Tribunal de Justiça de Minas Gerais e no Sesc-MG. Na Itatiaia, onde está desde abril de 2023, André é repórter multimídia e apresentador.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.