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BH registra mais de 50% da chuva esperada para o mês em menos de 10 dias; cidade segue sob alerta

A região Noroeste lidera o ranking com o acúmulo de 182,2 milímetros; a média histórica é de 330,9 milímetros.

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A Vilarinho foi interditada pela Defesa Civil por cerca de 40 minutos • Imagem cedida à Itatiaia

Regiões de Belo Horizonte já registram mais da metade do esperado de chuva para janeiro em apenas nove dias. Conforme dados atualizados pela Defesa Civil na manhã desta quinta-feira (9), a Noroeste e a Centro-Sul lideram o ranking com 182,2 milímetros e 169,9 milímetros, respectivamente. A média histórica para o mês é de 330,9 milímetros. Confira o acumulado por região;

  • Barreiro: 149,0 (45,0%)
  • Centro-Sul: 169,9 (51,3%)
  • Leste: 134,8 (40,7%)
  • Nordeste: 94,2 (28,5%)
  • Noroeste: 182,2 (55,1%)
  • Norte: 94,8 (28,6%)
  • Oeste: 154,0 (46,5%)
  • Pampulha: 83,0 (25,1%)
  • Venda Nova: 89,4 (27,0%)
    Fonte: Defesa Civil de BH

Em 12 horas, entre 17h30 e 5h30 desta manhã, choveu quase 10% do esperado para todo o mês na região Leste. Por lá, segundo o órgão, foram 29,6 milímetros. Confira o acumulado por região nas últimas horas;

  • Barreiro: 6,0 (1,8%)
  • Centro-Sul: 17,9 (5,4%)
  • Leste: 29,6 (8,9%)
  • Nordeste: 6,8 (2,1%)
  • Noroeste: 25,4 (7,7%)
  • Norte: 5,4 (1,6%)
  • Oeste: 18,2 (5,5%)
  • Pampulha: 3,6 (1,1%)
  • Venda Nova: 1,0 (0,3%)
    Fonte: Defesa Civil de BH

A cidade amanheceu com céu nublado e chuvas moderadas, conforme informações da Defesa Civil. A previsão é de que a condição instável se mantenha pelas próximas duas horas.

Diante disso, as regiões Noroeste, Centro-Sul, Oeste e Barreiro estão sob alerta máximo para o risco de deslizamentos e desmoronamentos. Conforme o órgão, Venda Nova segue com risco moderado. O comunicado é válido até o próximo domingo (12). Terça-feira (7), duas casas desabaram parcialmente no bairro Jardim Leblon, na região de Venda Nova.

Chuva pelos próximos dias

Conforme a Itatiaia mostrou no início da semana, os que aguardam ansiosos pelos dias de sol firme terão que esperar mais um pouco: há previsões de chuva, pelo menos, até o próximo dia 15 de janeiro.

Claudemir de Azevedo, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explicou: ''Esses dias com chuvas se devem à atuação de uma massa de ar quente, instável e com alto teor de umidade, além do padrão dos ventos nos níveis baixo, médio e alto da atmosfera — padrão típico do verão que favorece ao aumento das nuvens e ocorrência de chuvas.’'

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.