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BH reforça monitoramento de áreas de risco antes das chuvas; Barreiro e Venda Nova são regiões de atenção

Prefeitura mantém 118 obras de risco e manutenção em andamento e já investiu mais de R$ 16 milhões em ações preventivas neste ano

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Marcelo de Camargos Pereira, diretor de Manutenção e Áreas de Risco da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel)
Marcelo de Camargos Pereira, diretor de Manutenção e Áreas de Risco da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) • Fabiano Frade

Belo Horizonte intensificou o monitoramento das áreas consideradas de risco com a proximidade do período chuvoso. Entre janeiro e a primeira quinzena de setembro, a Prefeitura realizou 1.149 vistorias e mantém 118 obras de risco e manutenção em andamento. Outras 77 intervenções já foram concluídas no período.

Segundo a administração municipal, mais de R$ 16 milhões foram investidos neste ano em ações de prevenção e mitigação de riscos.

De acordo com Marcelo de Camargos Pereira, diretor de Manutenção e Áreas de Risco da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) toda a cidade é acompanhada, mas algumas regiões exigem atenção especial. Barreiro e Venda Nova estão entre os pontos considerados mais preocupantes devido à presença de encostas com solo exposto, ocupações e córregos.

Na região do Barreiro, o risco está associado principalmente às encostas e à possibilidade de movimentação de massa. Já em Venda Nova, áreas como Jardim dos Comerciários e o bairro Nova York também são monitoradas.

As regiões Centro-Sul e Leste também recebem atenção devido à presença de aglomerados e à concentração de moradias em áreas de encosta.

Monitoramento é reforçado antes das chuvas

Segundo Marcelo, o trabalho de acompanhamento é permanente durante todo o ano, mas é intensificado no período que antecede as chuvas. Além das vistorias de rotina, a Urbel recebe solicitações dos próprios moradores. “A cidade de Belo Horizonte é toda monitorada pelo programa estrutural de área de risco. A gente tem atividades permanentes, onde a gente intensifica principalmente no período pré-chuva”, explica.

As equipes também identificam situações de risco durante as visitas de rotina, mesmo quando não houve uma solicitação específica para determinado endereço.

Sinais de alerta

A população também pode ajudar na identificação de possíveis problemas. Entre os sinais que devem chamar a atenção dos moradores estão degraus de abatimento no terreno, inclinação de árvores e cercas e alterações no solo. “Quando você percebe inclinação de árvore ou de cercas, também indica uma possível movimentação. São indícios principais que são fáceis do morador visualizar e que fazem com que ele fique em alerta”, afirma Marcelo.

Obras buscam evitar deslizamentos

Os investimentos realizados pela Prefeitura têm como foco principalmente as áreas de encosta e os sistemas de drenagem. Segundo a Urbel, as intervenções buscam controlar o escoamento da água da chuva e reduzir a possibilidade de processos geológicos que possam provocar deslizamentos.

Como acionar a Prefeitura

Moradores que identificarem alterações no terreno, imóveis ou no entorno que possam representar risco podem solicitar uma vistoria.

A Urbel atende pelo telefone (31) 3277-6409. A Defesa Civil de Belo Horizonte também recebe chamados 24 horas pelo telefone 199.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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