O guarda municipal de Belo Horizonte, de 46 anos, preso nessa quinta-feira (19), suspeito de jogar gasolina no corpo da ex-companheira, de 41, no bairro Caiçara, na Região Noroeste da capital, repetiu várias vezes que queria matar a vítima.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), o homem chegou a dizer: “A programação de hoje era matar a minha mulher”. Ele foi encontrado e preso por equipes do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher da Guarda Municipal de BH, no bairro Santa Efigênia, na Região Leste de Belo Horizonte.
Ainda conforme o registro policial, a mulher trabalha perto do Anel Rodoviário, na altura do bairro Caiçara, e recebeu ligações do ex-companheiro antes de sair do serviço. Os dois tiveram um relacionamento de cerca de nove anos e, após a separação, ele teria passado a perseguir a vítima.
Ao atender uma das ligações, a mulher disse que o contato descumpria a medida protetiva que ela tem contra ele. O homem fez ameaças, e a ligação foi encerrada. Porém, ao deixar o trabalho, na Avenida Catalão com o Anel Rodoviário, ela foi surpreendida pelo suspeito, que estava escondido atrás de um poste.
Segundo o boletim, ele jogou gasolina no rosto, nos braços e no tronco da vítima. Ao perceber que o homem colocaria fogo em seguida, a mulher correu pela avenida e pediu ajuda em um posto da Polícia Militar (PMMG). Os policiais fizeram buscas, mas ele não foi encontrado naquele momento.
Enquanto a vítima registrava a ocorrência, o guarda teria ligado várias vezes, dizendo que iria matá-la e também ameaçando os policiais.
A Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte informou que atendeu a ocorrência de violência contra a mulher com atuação do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher.
Segundo a corporação, um agente que estava de folga foi identificado como suspeito depois que a ex-companheira relatou à Polícia Militar que ele teria jogado gasolina nela e feito ameaças. Após tomar conhecimento do caso, a Guarda afirmou que iniciou buscas e localizou o homem no bairro Jonas Veiga.
Ele foi detido e encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde a ocorrência foi registrada e segue sob investigação da Polícia Civil. Em nota, a GCMBH disse que repudia qualquer forma de violência e que adotará todas as medidas administrativas cabíveis.