BH 126 anos: conheça histórias inspiradoras de mulheres que trabalham no Parque Municipal
Inaugurado antes mesmo da nova capital mineira, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti é o patrimônio ambiental mais antigo de Belo Horizonte

Você sabia que o Parque Municipal, um dos pontos turísticos mais queridos de Belo Horizonte, é mais antigo que a própria cidade? Inaugurado em 26 de setembro de 1897, portanto um mês e meio antes da capital mineira, é o patrimônio ambiental mais antigo de BH.
Projetado no final do século XIX pela comissão construtora encarregada de planejar a nova capital de Minas, o parque está no hipercentro, em uma área de 182 mil metros quadrados, e tem fauna e flora preservadas. Por isso, desempenha relevante papel no equilíbrio entre o processo de urbanização e a preservação do meio ambiente.
No aniversário de 126 Belo Horizonte, nesta terça-feira (12), a Itatiaia ouviu histórias de mulheres que trabalham no Parque Municipal.
Histórias
Sueli de Fátima Silva, de 60 anos, trabalha há 40 no Parque Municipal e é dona do "Cachorro Quente da Susu". Ela começou na bilheteria do parque e vendeu frutas até abrir o cachorro quente.
"Aqui eu criei meus três filhos: o mais velho tem 40 anos, tenho uma filha com 32 e o caçula com 28 anos", conta.
A vendedora de cachorro quente conta com um sorriso no rosto que faria tudo de novo e que ama viver no parque. "Ensinei para os meus filhos que uma das coisas que a gente deve cuidar é da natureza, porque tudo que eu dei para eles foi da natureza", emociona-se.
Janaína Angélica de Souza Galdino, de 47 anos, vende picolés e sorvetes há 25 anos no Parque Municipal. Seu marido trabalhou no mesmo lugar durante 40 anos, até morrer. O filho dela "nasceu" no parque e hoje, aos 15, começa a ajudar a mãe nas vendas. Ela é pura gratidão com tudo que conquistou no ponto turístico.
"Minha vida tá dentro do Parque Municipal. Comecei a vida aqui, casei e criei meu filho aqui. Minha história é o parque, minha vida é o parque!", afirma.
Jana Sorvetes, como é conhecida, vende o famoso picolé de Itú, o picolé gigante.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.

