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Audiência da tragédia na BR-116: Justiça ouve primeiras testemunhas do caso

O acidente aconteceu em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri de Minas Gerais, no dia 21 de dezembro do ano passado, e matou 39 pessoas

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Audiência da tragédia na BR-116: Justiça ouve primeiras testemunhas do caso
Audiência da tragédia na BR-116 • Gustavo Cícero/ Itatiaia

Nesta quarta-feira (25), o delegado César Cândido Neves Júnior foi a primeira testemunha ouvida na audiência de instrução e julgamento do caso do acidente na BR-116 que matou 39 pessoas em 21 de dezembro do ano passado em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri de Minas Gerais.

O primeiro dia de oitiva começou por volta das 10h de hoje no Fórum Desembargador Eustáquio Peixoto, em Teófilo Otoni.

O depoimento durou cerca de três horas. O delegado afirmou que o excesso de velocidade foi o principal fator que causou o acidente. Além disso, reforçou que o motorista não realizou os descansos obrigatórios, conforme informações obtidas pelo tacógrafo do caminhão.

Em entrevista à Itatiaia, a promotora de Justiça Jarlene Monteiro, do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), explicou o porquê o caminhoneiro e o dono da empresa de transportes respondem pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

A promotora afirma que exames apontaram que o motorista Arilton Bastos Alves estava sob efeito de álcool e substância ilícitas. Ela reforça que as investigações apontaram ambos os suspeitos como os principais responsáveis pelo acidente.

“De tudo que foi apurado nos autos e temos no processo de provas, o ônibus da Emtram estava totalmente correto. Com todas as inspeções corretas e todos os intervalos entre as jornadas sendo respeitados”, diz.

Outras testemunhas e vítimas serão ouvidas antes que o interrogatório dos réus seja realizado.

Relembre o acidente

Trinta e nove pessoas, que estavam no ônibus de passageiros da Emtram, morreram no desastre. O veículo saiu de São Paulo com 45 ocupantes e tinha como destino a três cidades da Bahia.

De acordo com a Polícia Civil (PC), o acidente foi provocado pelo excesso de peso da pedra de granito transportada pelo caminhão, que totalizava 103 toneladas, o que representa um sobrepeso de mais de 70% em relação à capacidade do semirreboque.

A carga se desprendeu e foi atingida pelo ônibus da empresa Emtram, que pegou fogo em seguida.

Ainda conforme apurado pela perícia, o veículo trafegava a mais de 90 km/h no momento do acidente, sendo que o limite de velocidade da via no trecho é de 80 km/h.

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Graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela Faculdade Pitágoras, em Belo Horizonte. Na Itatiaia, atua na cobertura de diferentes assuntos, como trânsito e cotidiano, além de apresentar programas, o noticiário das 22h e jornais da emissora. Ao longo da carreira, acumula passagens pela TV Alterosa e pela Record News.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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