Alerta Serasa: mais da metade dos brasileiros foi vítima de fraude e perdeu dinheiro
Levantamento revela aumento de 10% nas tentativas de golpes, com 54,2% das vítimas sofrendo perdas financeiras. Cartões de crédito são os alvos mais comuns.
Um recente estudo da Serasa Experian revela um cenário alarmante para os consumidores brasileiros. Mais da metade da população, precisamente 51%, foi vítima de fraudes no último ano, representando um aumento de quase 10 pontos percentuais em relação a 2023. O mais preocupante é que 54,2% dessas vítimas relataram perdas financeiras.
O indicador de tentativas de fraude da Serasa aponta um crescimento de quase 10% em 2024, ultrapassando 11 milhões de registros. Esse aumento significativo é atribuído à sofisticação crescente dos ataques, representando um desafio tanto para consumidores quanto para empresas.
Recuperação de valores e prevenção
Luiz Felipe Morra, gerente executivo da Serasa, explica as possibilidades de recuperação de valores: 'As pessoas conseguem recuperar valores perdidos quando a transação por cartão de crédito acontece sem a ciência. Tanto as lojas quanto as empresas do sistema financeiro envolvidas numa transação de cartão de crédito dispõem de mecanismos de análise e disputa, e conseguem proteger o consumidor'.
No entanto, Morra alerta para transações via Pix ou pagamentos de boletos falsos, onde a recuperação é praticamente impossível. 'É muito importante que a pessoa, antes de fazer um Pix, tenha absoluta certeza se está fazendo a transferência para a pessoa ou instituição correta, assim como um pagamento de boleto', enfatiza.
Investimentos em segurança
Para combater fraudes cada vez mais elaboradas, o sistema financeiro tem investido pesadamente em tecnologia e estratégias de prevenção. Morra detalha: 'Soluções como identificação de dispositivo, biometria facial, análise de documentos e dados cadastrais estão sendo aplicadas pela vasta maioria das empresas, que têm áreas estruturadas para aplicar essas estratégias e proteger o consumidor final'.
Os cartões de crédito continuam sendo os alvos mais comuns dos golpistas. A recomendação é desconfiar de contatos inesperados, especialmente por telefone e redes sociais, onde dados pessoais são solicitados. Códigos e informações bancárias não devem ser compartilhados, e links desconhecidos devem ser evitados a todo custo.
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