Alerta: golpistas se passam por médicos e pedem dinheiro para beneficiários do Ipsemg
Instituição informa que não exige pagamento por nenhum serviço de saúde, além do que é descontado mensalmente na folha de pagamento; veja como se proteger

Golpistas estão se passando por médicos para extorquir os familiares de pacientes internados no Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), em Belo Horizonte. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) alerta para que nenhuma transação bancária, ou via Pix, seja feita para supostos funcionários em nome da instituição.
A filha de um homem internado no CTI da unidade de saúde, que não será identificada, conta como foi a abordagem dos golpistas.
"Os criminosos fizeram contato por ligação telefônica comigo e depois por WhatsApp. O homem se identificou como um médico do Ipsemg e, em seguida, me deu informações a respeito do prontuário do meu pai. Ele ainda falou o final do número de telefone da minha mãe, para que eu pudesse ter certeza que era do hospital", disse.
Suposto médico pediu R$ 4,9 mil para exames
De acordo com a mulher, o suposto médico disse que o pai dela não estava respondendo aos tratamentos. Ele teria dito que o paciente teria que fazer um novo exame, que não estava disponível no hospital, no valor de R$ 4,9 mil. Segundo o criminoso, o valor seria reembolsado para a família em até dois dias.
"Se a pessoa não tiver o dinheiro, ela vai tentar conseguir. Eu pensei de imediato: 'não vou deixar meu pai morrer por causa de R$ 4,9 mil. Se tem esperança, vou tentar. Mas, comecei a desconfiar que se tratava de um golpe. Como moro há cinco minutos do hospital, decidi ir lá. Quando ele pediu o número da minha CNH ou identidade para fazer o reembolso, eu disse: 'Estou com o documento em mãos, na porta do hospital. Pode vir pegar'. Nesse momento, ele apagou todas as mensagens e tive certeza que era um golpe", contou.
Ipsemg alerta para golpe
O Ipsemg esclarece que não exige pagamento por nenhum serviço de saúde, além do que é descontado mensalmente na folha de pagamento do beneficiário titular. A instituição ainda ressalta que os médicos e profissionais do quadro de funcionários, ou credenciados, não estão autorizados a realizar cobrança a parte por qualquer serviço de saúde em nome do Ipsemg.
O instituto também informa que não liga, envia mensagens por WhatsApp ou correspondência (física, eletrônica) para os beneficiários solicitando pagamento.
Como se proteger?
De acordo com o Ipsemg, caso o beneficiário receba algum contato solicitando qualquer tipo de pagamento ou depósito por serviço, medicamento ou procedimento hospitalar, ele deve registrar um boletim de ocorrência policial.
A instituição ainda ressalta que os profissionais do CTI não entram em contato com familiares por telefone a respeito de exames de qualquer natureza. As informações médicas são dadas presencialmente no horário da visita. Em caso de dúvidas sobre o estado de saúde dos pacientes, os familiares devem entrar em contato diretamente com a equipe médica da unidade.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


