Cristiano Jahel Leal, acusado de matar a namorada a tiros, foi condenado a 36 anos e dois meses de prisão em regime fechado. O acusado
Na ocasião, Brena Moreira França foi morta a tiros na casa de Cristiano Jahel no bairro Santa Maria, na Região Oeste de Belo Horizonte. O acusado foi preso em flagrante após abandonar o corpo da jovem na BR-040, na altura do KM 501, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e tentar fugir.
Cristiano foi a júri popular na manhã desta quinta (5). Diante do juiz Marco Antônio Silva, ele negou que tenha atirado na namorada no dia da morte dela. O acusado alegou que Brena foi vítima de “uma troca de tiros na Favela da Ventosa, próxima ao bairro Jardim América, onde os dois foram comprar drogas”.
Ele confessou ter abandonado a mulher às margens da BR-040. De acordo com o acusado, ele colocou a namorado no carro e saiu a procura de socorro, mas, no caminho, notou que ela estava sem vida, já gelada. Ele afirmou ter decidido deixar o corpo na rodovia por medo de retaliações de parentes da namorada.
As testemunhas ouvidas, por outro lado, relataram que o casal mantinha um relacionamento conturbado há cerca de 3 anos, e que a mulher era constantemente agredida fisicamente e verbalmente pelo namorado. Ainda conforme as pessoas ouvidas, a vida da vítima se transformou para pior após o relacionamento com o acusado.
Durante o júri, foi relatado que o homem era usuário de drogas e, por isso, ela passou a beber e usar drogas após o início do namoro. Ainda conforme as testemunhas, o acusado chegou a destruir diversos celulares dela, cerca cinco aparelhos, por causa de ciúmes e que ele sempre se apropriou de qualquer dinheiro que ela tivesse.
A testemunha informou que ele humilhava a namorada e os familiares dela. Além disso, eles comentaram os fatos que precederam a morte de Brena. A jovem estava na casa da irmã em Santa Luzia antes de morrer.
Foi próximo do natal de 2024 que a mulher começou a comentar com familiares que o namorado ia dar um “presente” para todos, especialmente para o pai dela, contou a testemunha. Conforme relatos, o “presente de natal” citado foi a morte da mulher.
Relembre o crime
Brena Moreira França foi morta na casa do namorado, identificado como Cristiano Jahel Leal, no bairro Santa Maria, na Região Oeste de Belo Horizonte, em dezembro de 2024. Antes do crime ocorrer, no dia 25 de dezembro, a vítima estava na casa da irmã em Santa Luzia, na Grande BH.
Em determinado momento, Brena fez uma vídeo chamada como o suspeito e combinou que acionaria um motorista por aplicativo para ir à casa de Cristiano, que se ofereceu para pagar a corrida. A vítima solicitou a viagem e conseguiu deslocar-se até o destino combinado com o namorado.
Contudo, ao chegar na casa do suspeito, ele esperava pela namorada com uma arma em punho. Na sequência, o acusado se recusou a pagar a corrida. O motorista insistiu e o suspeito pagou apenas parte do valor, cerca de R$60,00; quantia que não foi suficiente para o condutor, que pediu, novamente, o pagamento completo.
O acusado, então, munido da arma de fogo, ameaçou o trabalhador com os dizeres: “some daqui senão eu vou te furar todo”. Após essa situação, a vítima permaneceu na companhia do denunciado, nos dias 26 e 27 de dezembro de 2024. Foi nesse período que o homem aproximou-se da vítima e efetuou um disparo de arma de fogo contra ela.
O corpo da vítima foi abandonado pelo suspeito na BR-040, na altura do KM 501. Na sequência, o homem retornou para casa e, para não ser localizado, deixou o próprio carro próximo à casa de seu irmão Eduardo Jahel Leal. Na sequência, empreendeu fuga em outro veículo, no sentido norte de Minas Gerais.
Ele foi abordado por policiais militares em Governador Valadares, onde foi preso em flagrante. A Itatiaia entrou em contato com a defesa de Cristiano Jahel Leal e, até a última atualização desta matéria, não obteve retorno.
O caso foi registrado como feminicídio. De acordo com trecho da denúncia, o crime envolve violência doméstica e familiar, bem como menosprezo e discriminação à condição de mulher. O documento aponta que a vítima e o acusado namoraram durante cerca de 3 anos.
Ainda conforme a denúncia, o homem possui diversos registros policiais, o que envolve a prática de violência contra mulher, inclusive contra a vítima.