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Servidores de cidades baianas são acusados de desviar dinheiro público destinado ao combate à Covid-19

Um contrato de R$1,2 milhão firmado na cidade de Ilhéus teve superfaturamento de mais de 82%

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A Polícia Federal investiga servidores públicos municipais na Bahia por superfaturamento de contatos e desvio de dinheiro
Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na Grande BH nesta terça (6) • Divulgação

Servidores da Prefeitura de Ilhéus, na Bahia, estão sendo investigados pela Polícia Federal suspeitos de superfaturar e desviar recursos públicos voltados para o combate à pandemia da Covid-19. Na manhã desta sexta-feira (7), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais de funcionários das cidades baianas de Ilhéus, Olivença e Itabuna.

Segundo a investigação, os servidores contrataram, sem licitação, uma empresa sem capacidade técnica ou operacional para gerir o abril de campanha destinado ao acolhimento de pacientes com Covid-19. Na época, a empresa recebeu mais de R$1,2 milhão. Uma análise do contrato feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) constatou um superfaturamento de mais de 82% dos valores pagos.

O Operação Trapaça, deflagrada nesta sexta-feira, é a segunda fase da Operação Nefanda, que foi deflagrada em 2021 para combater o desvio de recursos públicos federais utilizados para combater a pandemia da Covid-19.

Os investigados vão responder por fraude à licitação, estelionato, corrupção passiva, falsidade ideológica e associação criminosa.