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São Paulo investiga 3 casos de infecção por dengue em transfusão de sangue

Casos ainda são considerados como prováveis e ainda não foram confirmados, segundo Secretaria de Estado da Saúde

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Testemunhas de Jeová não autoriza transfusão de sangue • Pixabay/banco de imagens

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga três possíveis casos de pacientes que teriam sido infectados com o vírus da dengue após receberem transfusões de sangue.

Segundo a pasta, os três episódios ocorreram este ano, em hospitais da capital paulista. Eles seguem sendo apurados, sem a confirmação ainda de possível negligência durante os atendimentos aos pacientes.

De acordo com a secretaria, as diretrizes em relação à testagem de sangue no país são estabelecidas pelo Ministério da Saúde, que determina que toda bolsa de sangue doada deve ser testada para as doenças transmissíveis por transfusão sanguínea.

Testes sorológicos para Hepatite B e C, sífilis, doença de chagas e vírus HIV são alguns dos exames pela qual a bolsa de sangue doada é submetida para verificação de possíveis doenças.

Em julho deste ano, uma nota normativa conjunta com entidades como a Fundação Pró-Sangue, Hemorrede e Central de Transplantes foi emitida com orientações aos bancos de sangue quanto a verificação de sintomas aos doadores.

Na nota, as entidades que recebem as doações de sangue também teriam sido já alertadas sobre a possibilidade de infectados com o vírus da dengue poderem não apresentarem sintomas no momento da doação, por estar em período de viremia.

Além disso, o aviso também reforçou a necessidade de profissionais de saúde estarem devidamente atentos aos pacientes que apresentarem quadros febris, náusea/vômitos, dor de cabeça, entre outros sintomas, até 15 dias após a transfusão de sangue ou transplante.

“Todos os casos suspeitos de transmissão via transfusional ou via transplante devem ser notificados imediatamente para os serviços de vigilância em saúde e para o banco de sangue que forneceu o hemocomponente, para avaliação e investigação do caso e do doador.”, comunicou a pasta em nota.

A CNN procurou a Secretaria Municipal de Saúde da capital paulista, município onde os pacientes teriam sido infectados. Até o momento, a pasta não se manifestou.

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