Saiba quem é a mineira de 25 anos que se tornou a juíza mais jovem do Brasil
Luísa Militão, natural de Inhapim, na região Leste de Minas Gerais, tomou posse como juíza federal do TRF1 depois de quase 4 anos de estudos

Luísa Militão, de 25 anos, foi aprovada em 2° lugar para juíza federal do Tribunal Regional Federal da 1ª região, depois de quase 4 anos de estudos. A mineira, de Inhapim, cidade localizada na região Leste do estado, foi aluna da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e empossada para o cargo de juíza em dezembro de 2024. Depois de passar pelo curso de formação, Luísa segue para a primeira lotação em Ilhéus, na Bahia, sendo a mais jovem a assumir o cargo.
Além da aprovação como juíza federal, Luísa Militão também conseguiu resultados positivos para o concurso do Ministério Público do Estado da Bahia e para a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. A jovem definiu a aprovação na magistratura federal como a “realização do sonho de uma vida”. O resultado, no entanto, foi inesperado, de acordo com Luísa Militão.
“Quanta honra poder regressar a esse tribunal magnífico, onde tive a alegria de estagiar ainda na graduação, entre 2019 e 2020 - uma das épocas mais felizes de minha vida, que me fez ficar apaixonada pela justiça federal. Uma prova despretensiosa para uma carreira que não tinha como foco (por julgar muito além da minha capacidade)”, escreveu a juíza nas redes sociais.
Resiliência e estratégia marcaram estudos
A trajetória de Luísa com os estudos começou aos 16 anos, quando deixou a cidade natal para fazer o ensino médio no Colégio de Aplicação da UFV (Coluni/UFV). Depois de formada, a agora juíza conciliava os estudos com a vida diária, de acordo com ela, nunca extrapolando o limite de 8 horas líquidas estudadas. Segundo a jovem, esse cronograma foi essencial para a qualidade dos estudos.
“Apesar de ter os 3 turnos do dia livres, minha meta era estudar “apenas” 8 horas líquidas. Penso que esse seja o limite de um estudo saudável, de uma trajetória leve. Começava às 8 da manhã e parava às 18h, com pausas para almoço (1 hora) e pequenos intervalos de 10 minutos a cada 1 hora líquida estudada. Isso salvou não só minha saúde mental como também minha coluna vertebral”, comentou a jovem.
Frustrações e contratempos também marcaram a trajetória de Luísa até a tão sonhada aprovação. Isso porque a jovem precisou pedir um recurso na fase de sentença criminal do concurso para o TRF: por 0,57 ponto ela não havia sido aprovada. “A sensação de vazio que experimentei ao reprovar na sentença criminal me fez ter certeza de que a magistratura era meu sonho.”
De acordo com Luísa, apesar de já ter tido outros resultados negativos, a reprovação na fase de sentença criminal foi o pior momento da época de concursos dela. Com o recurso aceito pela banca, Luísa conta que seguiu para a 2° fase com tranquilidade e confiança nas próprias habilidades.
“Minha trajetória nos estudos extrapola em muito os 4 anos. Sou uma apaixonada pelo saber, desde criança fui incentivada pela família, por professores e pelos meus amigos a explorar minha capacidade. E acredito que, por isso mesmo, meus estudos, apesar de intensos, regrados e organizados, foram, acima de tudo, leves. Estudar, para mim, sempre foi um prazer”, reflete a mais jovem juíza do Brasil.
*Sob supervisão de Felippe Drummond
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo



