Renato Cariani nega irregularidades na venda de produtos químicos apontadas pela PF
Influenciador digital é alvo de investigação da Polícia Federal que averigua compra de produtos químicos utilizados na produção de drogas

O influenciador digital e professor de química Renato Cariani se pronunciou sobre a ação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal que aconteceu na casa dele nesta terça-feira (12)."Pela manhã eu fui surpreendido com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão da polícia na minha casa, no qual eu fui informado que não só a minha empresa, mas várias empresas estão sendo investigadas em um processo", explicou.
Ele afirmou que foi surpreendido pela ação da Polícia Federal e que, até o momento, não sabe com exatidão o conteúdo da investigação. Cariani explicou que escolheu se pronunciar porque o assunto está repercutindo muito e tem recebido muitas mensagens. "Eu sofri busca e apreensão porque eu sou um dos sócios, então em todos os sócios sofreram busca e apreensão. Uma dessas empresas que eu sou sócio, que é a empresa que está sofrendo a investigação, ela foi fundada em 1981 e tem mais de 40 anos de história".
O fisiculturista também defendeu a honestidade do empreendimento. "Uma empresa sede própria que tem todas as licenças e todas as certificações nacionais e internacionais. Uma empresa que trabalha totalmente regulada", afirmou.
Operação Hinsberg
Renato Cariani é sócio de uma indústria química de Diadema, na Grande São Paulo. A casa dele foi um dos locais de busca e apreensão feita pela PF.
Mais de 70 policiais federais, agentes do Gaeco de São Paulo e da Receita Federal participaram da ação desta terça. Foram 16 mandados cumpridos em cidades paulistas, além de outros dois em Curitiba (PR) e em Rubim, no interior de Minas Gerais.
Segundo a polícia, as investigações revelaram que o esquema abrangia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas a vender produtos químicos em São Paulo, usando “laranjas” para depósitos em espécie, como se fossem funcionários de grandes multinacionais, vítimas que figuraram como compradoras.
A polícia identificou 60 transações que renderam cerca de 12 toneladas de produtos químicos, como fenacetina, acetona e éter etílico. De acordo com a investigação, a quantidade de produtos corresponde a mais de 19 toneladas de cocaína e crack prontas para o consumo.
Para dissimular a procedência ilícita do dinheiro recebido com o esquema, a quadrilha usava diversas metodologias, como a constituição de “empresas fantasmas”
Os investigados vão responder pelos crimes de tráfico equiparado, associação para fins de tráfico e de lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar 35 anos de reclusão.
*Com informações de Ederson Hising
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

