Queda de balão em Santa Catarina: uma semana após tragédia, vítimas são homenageadas
Oito pessoas morreram na queda de balão em Praia Grande, no sul de Santa Catarina, que levava levava 21 pessoas, pegou fogo no ar e despencou

Dezenas de pessoas em círculo — a maioria vestida com roupas brancas — homenagearam, neste sábado (28), as oito vítimas que morreram na tragédia do balão que pegou fogo e caiu em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina.
A homenagem foi no campo Três Irmãos, de onde o balão partiu com 21 pessoas no último sábado (21) e caiu pouco mais de quatro minutos após a queda. Moradores da cidade e trabalhadores do balonismo na região participaram.
O evento começou com um momento de reflexão por um pastor, além de orações. Em seguida houve a soltura das balões e uma salva de palmas.
Depoimento à polícia
Em depoimento à Polícia Civil, o piloto Elves de Bem Crescêncio, que comandava o balão que se acidentou em Praia Grande (SC), relatou que, depois de dois a três minutos de voo, sentiu um cheiro de queimado no cesto. Ao verificar, ele notou um princípio de incêndio na capa do tanque de gás, com uma chama.
A principal teoria é de que o incêndio tenha começado em um maçarico auxiliar, que estava dentro do cesto. A ferramenta é usada para iniciar a chama principal do balão. O piloto disse que não havia utilizado o maçarico. Ele sugeriu, ainda, que a ferramenta pode ter caído da mala de voo e sido acionada. No entanto, o piloto não conseguiu garantir que essa era a causa da ignição.
Dinâmica do acidente
Em meio ao incêndio, o piloto tentou apagar as chamas com o pé. Em seguida, recorreu a um extintor de incêndio, que não funcionou. Ele tentou também remover o tanque em chamas do cesto, sem sucesso. Segundo o piloto, o fogo estava preso na cinta inferior do tanque, o que impedia a retirada.
Como o fogo se alastrou rapidamente, o que tornou o cockpit insuportavelmente quente, o piloto tomou a decisão de iniciar uma descida de emergência. Segundo o profissional, quando o balão se aproximou do solo, o piloto deu ordem para que os passageiros pulassem do balão.
Todos os treze sobreviventes, incluindo o próprio piloto, conseguiram saltar. Com a diminuição do peso, o balão voltou a subir de forma abrupta. Assim, as chamas aumentaram, atingiram a boca do balão, e o cesto se desprendeu do envelope.
Oito pessoas, que não conseguiram sair a tempo, morreram. O piloto, que conta com três anos e meio e cerca de 700 horas de voo, conta que tentou prestar os primeiros socorros à primeira vítima que encontrou.
A Polícia Civil e a Polícia Científica de Santa Catarina investigam as causas exatas do acidente. A previsão é de que o inquérito seja concluído em até 30 dias. A empresa responsável, Sobrevoar Serviços Turísticos, afirmou que cumpre todas as normas da ANAC.
Segundo a empresa, o balão tinha apenas seis meses de uso e a Sobrevoar não tinha registros de acidentes anteriores.
Quem são as vítimas
- Leandro Luzzi, de 33 anos
- Leane Elizabeth Herrmann, de 70 anos
- Leise Herrmann Parizotto, de 37 anos
- Janaina Moreira Soares da Rocha, 46 anos
- Everaldo da Rocha, de 53 anos
- Fabio Luiz Izycki, de 42 anos
- Juliane Jacinta Sawicki, de 36 anos
- Andrei Gabriel de Melo, de 34 anos
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