Quatro ministros do STF votam para manter a prisão de Robinho
o ex-atacante da seleção brasileira Robinho está preso desde 22 de março, na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) tem quatro votos para manter a prisão do ex-jogador Robinho, que cumpre pena na Penitenciária de Tremembé pelo crime de estupro.
O ex-atacante da seleção brasileira foi preso em 22 de março, por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que validou a sentença da Justiça da Itália, onde o crime foi cometido, em 2013
O ex-atleta foi condenado a nove anos de prisão pelo estupro de uma mulher, em uma boate, na Itália. A sentença definitiva saiu em janeiro de 2022, pela alta instância da Justiça da Itália, não cabendo mais recursos.
Como o Brasil não extradita seus cidadãos para o cumprimento de penas no exterior, a Justiça da Itália pediu para que Robinho cumprisse em seu país de origem.
“Não se vislumbra violação, pelo Superior Tribunal de Justiça, de normas constitucionais, legais ou de tratados internacionais, a caracterizar coação ilegal ou violência contra a liberdade de locomoção do paciente, tampouco violação das regras de competência jurisdicional”, afirmou Fux, em seu voto.
O entendimento do relator foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Edson Fachin e o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso.
Apenas o ministro do STF Gilmar Mendes votou pela soltura de Robinho, deixando o placar em 4x1.
Outros seis ministros ainda irão apresentar o voto no Plenário Virtual da Corte. O julgamento foi iniciado nesta sexta-feira (15) e será encerrado em 26 de novembro.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.



