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Professora aposentada é presa suspeita de liderar quadrilha e de movimentar R$ 32 mil no DF

A suspeita despertou a atenção da PC por levar vida de luxo incompatível com a sua renda familiar

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A PC cumpriu um mandado de prisão e dez mandados de busca e apreensão na ação que prendeu a professora • Divulgação/PCDF

Uma professora aposentada foi presa pela Polícia Civil do Distrito Federal, nesta terça-feira (18), suspeita de liderar uma quadrilha especializada em fraudes contra bancos, públicos e privados, e em lavagem de dinheiro. A mulher declara uma renda mensal de R$ 9.433,34 mas, nos últimos cinco anos, movimentou R$ 32.789.750, de acordo com a PC.

As contas envolvidas foram analisadas e eram majoritariamente de servidores da Fundação Educacional do DF, principalmente professores e agentes de serviços. Nesses casos, havia uma outra forma de fraude. Um funcionário da instituição financeira altera, por um curto período de tempo, o contracheque dos servidores, aumentando o salário bruto do beneficiário do esquema. Assim, a margem de crédito aumenta e valor do empréstimo ultrapassa a capacidade financeira do servidor.

A investigação começou a partir de denúncias, que relatavam um padrão de vida incompatível com a realidade financeira da família. A chefe da quadrilha é a única que possui renda numa família de cinco filhos, em que o pai é desempregado. De acordo com a Polícia Civil, a família tem vários carros e imóveis na cidade de Brazlândia, e até mesmo empresas, além de uma fazenda na cidade de Esperantina, no Piauí.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de ssociação criminosa e lavagem de dinheiro, por crimes contra o sistema financeiro, contra a ordem tributária e contra a administração pública. As penas podem alcançar 40 anos de prisão.

*Sob supervisão de Felippe Drummond

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.