Desinteresse por atividade física pode ter relação com desenvolvimento motor na infância, diz estudo
As avaliações foram registradas por meio da plataforma digital desenvolvida por professor da USP

O desenvolvimento inadequado habilidades motoras como correr, pular e arremessar pode ser um dos motivos que afastam crianças da prática de atividade física. Isso é o que indica um estudo realizado pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP).
O levantamento investigou a relação entre o desempenho de habilidades motoras fundamentais das crianças e o tempo que elas dedicam à prática de atividade física durante a semana e o fim de semana. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), deveria ser, em média, 60 minutos diários. Ao total, foi analisado o desempenho de 1.014 crianças entre 6 e 10 anos, selecionadas aleatoriamente entre as 4.691 avaliadas pelo projeto.
Os resultados
De acordo com o texto da USP, as crianças foram divididas em três grupos considerando a quantidade de habilidades motoras em que eram classificadas como proficientes. Assim, o grupo 1 reunia as crianças com desempenho avançado em quatro ou cinco habilidades, o grupo 2 as com desempenho avançado em duas ou três habilidades e, por fim, o grupo 3 as com desempenho avançado em, no máximo, uma habilidade.
As conclusões obtidas pelo estudo confirmaram que crianças com habilidades motoras fundamentais mais avançadas são geralmente mais ativas e possuem maiores chances de atingir as recomendações da OMS. O grupo 1, que possuía proficiência em quatro ou cinco habilidades, teve resultados significativamente melhores do que os grupos 2 e 3.
Mesmo aos finais de semana, quando o tempo dedicado à prática de atividade física costuma ser menor, o grupo 1 se manteve mais ativo.
Além disso, os resultados constataram maior atividade por parte dos meninos em relação às meninas e diminuição de frequência da prática de atividade física moderada a vigorosa conforme o aumento da idade.
Autoconfiança
Segundo os pesquisadores, um dos motivos que podem explicar os resultados é a autoconfiança obtida com o domínio das habilidades: “À medida que as crianças ampliam sua proficiência se tornam mais confiantes, o que leva a uma melhor percepção da competência motora e a um maior envolvimento em diferentes atividades físicas ou esportivas”, apontou a pesquisa.
*com informações de portal da USP
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