Polícia pede prisão preventiva de motorista do Porsche que matou homem em SP
Jovem de 24 anos foi liberado por policiais após acidente, o que levou ao afastamento dos agentes; amigo que estava no Porsche está internado e em coma induzido

A Polícia Civil de São Paulo entrou, neste sábado (6), com um novo pedido de prisão preventiva contra o estudante e empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, que dirigia o Porsche de R$ 1,3 milhão durante o acidente que matou um motorista de aplicativo de 52 anos na noite do último sábado (30), em Tatuapé, na zona Leste da capital paulista.
O pedido, assinado pelo delegado Nelson Vinicius Alves, do 30º Distrito Policial, argumenta que Fernando deve ser preso por três razões: garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e garantia da futura aplicação da lei penal. Os investigadores citam a possibilidade do empresário ameaçar ou subornar testemunhas e até mesmo fugir do país, aproveitando de sua condição financeira favorável.
Fernando fugiu do local do acidente com a ajuda da mãe, que disse aos policiais que levaria o filho para um hospital para ser atendido, o que não teria acontecido. O estudante chegou a se apresentar em uma delegacia dois dias após o crime, mas foi liberado após prestar depoimento.
Policiais que liberaram motorista de Porsche são afastados
Amigo de motorista segue internado
Empresário bate, mata motorista de aplicativo e foge
O empresário e estudante Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, bateu um Porsche avaliado em R$ 1 milhão em um Renault Sandero na madrugada do dia 31 de março, em uma avenida de Tatuapé, na zona Leste de São Paulo. Segundo o boletim da ocorrência, o motorista da Porsche, identificado como Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, estava acima da velocidade máxima da via, que é de 50 km/h. Após o acidente, a mãe do motorista foi até o local e afirmou que levaria o filho a um hospital no Ibirapuera porque ele estava com um ferimento na boca. Os militares acabaram liberando Fernando e ele foi embora com a mãe. Porém, ao chegarem no hospital para colher a versão do motorista e fazer o teste do bafômetro, eles foram informados que o homem não havia dado entrada em nenhum hospital da rede.
O motorista de aplicativo que pilotava o Renault, Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, chegou a ser socorrido pelos bombeiros com um quadro de parada cardiorrespiratória, mas morreu logo depois de dar entrada em um hospital de Tatuapé. Ornaldo estava sozinho no momento do acidente.
A Polícia Militar tentou entrar em contato com o empresário que pilotava o Porsche pelo telefone, mas não obteve sucesso. Ele se apresentou em uma delegacia no dia seguinte ao acidente, acompanhado de um advogado, e foi liberado após prestar depoimento.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.


