Polícia Federal prende empresário por descaminho durante operação contra contrabando
Segundo a Polícia Federal, o empresário teria envolvimento em um esquema de contrabando e descaminho envolvendo empreendimentos que existiam apenas para emitir notas fiscais falsas

Um empresário foi preso em flagrante por descaminho nesta quinta-feira (5) durante a Operação Dropship, da Polícia Federal. Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, foram encontrados produtos importados ilegalmente, o que motivou a prisão do homem.
Leia mais:
- PF e Receita realizam operação contra influenciadores que vendiam cursos sobre como importar ilegalmente
- Projeto que isenta medicamentos do imposto de importação vai à sanção
- Operação da Receita Federal apreende quase R$ 1 milhão de mercadorias irregulares, em SP
Na operação, também foram apreendidos computadores, drones, telefones celulares, microfones, roteadores e outros equipamentos de informática.
Contrabando X Descaminho
À Itatiaia, o advogado criminalista Bruno Rodarte, explicou que há dois tipos de crimes de importação ilegal, o contrabando e o descaminho. A classificação do crime de contrabando se dá quando há importação de mercadorias proibidas por lei, como armas, drogas ou itens que não possuem registro ou autorização de órgão competente. Nesse caso, quem comete o crime de contrabando pode ser condenado de dois a cinco anos de reclusão.
Já a classificação de um crime como descaminho se dá quando uma pessoa importa um produto legal, mas sem realizar o pagamento de impostos ou taxas correlatas. Nesse caso, quem realiza descaminho pode ser condenado a pena de um a quatro anos de reclusão.
Por que importar sem declarar é crime?
“A proibição está relacionada justamente com a necessidade de serem pagos os impostos e as taxas correlatas para a importação de mercadorias, até mesmo por uma política de Estado, a fim de evitar que a economia brasileira seja prejudicada frente aos produtos provenientes do exterior. A declaração é importante para, justamente, tentar diminuir essa burla ao sistema tributário do nosso país”, esclarece Rodarte.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



