PF instaura operação apurar envolvimento de suspeitos em migração ilegal que resultou em morte mineira
Márcia Cristina Dutra, de 36 anos, morreu no ano passado enquanto migrava ilegalmente para os EUA

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira (9) três mandados de busca e apreensão, dois no município de Governador Valadares e um em Piedade do Caratinga, ambos na região do Rio Doce, em Minas Gerais, para investigar integrantes suspeitos de promoverem migração ilegal. Eles teriam envolvimento com a migração que resultou na morte da mineira Márcia Cristina Dutra, em julho do ano passado.
Leia mais:
- PF cumpre mandados em cinco cidades do leste de Minas contra migração ilegal para os EUA
- Político de MG e mais 14 pessoas são condenadas por esquema de migração ilegal
- Homens são presos em MG por organizar esquema que promovia entrada ilegal nos EUA
Segundo informações da PF, a mulher teria passado mal antes de chegar nas proximidades da fronteira norte-americana, mas foi desencorajada a procurar atendimento médico por pessoas que estavam organizando a migração ilegal. Ela morreu ao chegar nos Estados Unidos, em San Diego na Califórnia.
Relembre o caso
A mineira Márcia Cristina Dutra, de 36 anos, morreu após ter um ataque de asma enquanto atravessava ilegalmente a fronteira entre o México e os Estados Unidos no dia 20 de julho do ano passado.
“Segundo informações do Consulado Brasileiro, ela já tinha chegado em território americano quando não aguentou. Ela estava muito cansada, estava sentindo falta de ar devido ao problema respiratório”, disse a irmã da vítima, Janaina Santiago Lessa Dutra, à reportagem da Itatiaia.
Foi então que grupo teria deixado Márcia para trás após a crise de asma. “As pessoas que chegaram, avisaram que ela ficou pra trás. Quando voltaram para o resgate, ela estava sem vida”, lamentou. Conforme a família, a principal suspeita é de que a mineira tenha sofrido uma parada cardiorrespiratória.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



