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PF e Receita realizam operação contra influenciadores que vendiam cursos sobre como importar ilegalmente

Operação aconteceu nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Amazonas

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Divulgação | Polícia Federal

Segundo a PF, os suspeitos são investigados pelos crimes de descaminho, organização criminosa, evasão de divisas, incitação ao crime e lavagem de capitais, nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Amazonas. Na operação, foram cumpridos 76 mandados judiciais em uma ação conjunta de 300 policiais federais e 133 servidores da Receita Federal.

Confira as imagens dos produtos e carros apreendidos

Ainda de acordo com informações de Polícia Federal, a organização criminosa era composta por vários integrantes e tinha divisão de tarefas especializadas entre os membros. As empresas realizavam movimentações financeiras milionárias que também utilizavam criptomoedas para realizar as transações ilegais e a lavagem do dinheiro vindo dos crimes.

A Itatiaia questionou a Polícia Federal sobre os nomes dos influenciadores envolvidos na operação e aguarda retorno.

Contrabando X Descaminho

À Itatiaia, o advogado criminalista Bruno Rodarte, explicou que há dois tipos de crimes de importação ilegal, o contrabando e o descaminho. A classificação do crime de contrabando se dá quando há importação de mercadorias proibidas por lei, como armas, drogas ou itens que não possuem registro ou autorização de órgão competente. Nesse caso, quem comete o crime de contrabando pode ser condenado de dois a cinco anos de reclusão.

Já a classificação de um crime como descaminho se dá quando uma pessoa importa um produto legal, mas sem realizar o pagamento de impostos ou taxas correlatas. Nesse caso, quem realiza descaminho pode ser condenado a pena de um a quatro anos de reclusão.

Por que importar sem declarar é crime?

"A proibição está relacionada justamente com a necessidade de serem pagos os impostos e as taxas correlatas para a importação de mercadorias, até mesmo por uma política de Estado, a fim de evitar que a economia brasileira seja prejudicada frente aos produtos provenientes do exterior. A declaração é importante para, justamente, tentar diminuir essa burla ao sistema tributário do nosso país", esclarece Rodarte.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento