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PF desarticula quadrilha que usava barcos para traficar cocaína para Europa e África

Marinha e da Receita Federal fazem parte da ação que prendeu cinco pessoas

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Mega operação desarticula quadrilha de tráfico internacional  • Divulgação PF

Cinco pessoas foram presas e 13 imóveis, 11 veículos e nove embarcações apreendidas em uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta terça-feira (2) contra uma quadrilha suspeita de levar cocaína e haxixe para países da Europa e da África. A operação, batizada de Narcopesca, conto com a participação da Marinha e da Receita Federal. Além das prisões e apreensões, 19 contas bancárias foram bloqueadas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo juízo da 22ª Vara Federal de Porto Alegre, e estão sendo cumpridas nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Somente em uma apreensão, ocorrida em 31 março de 2023, a quadrilha ajudou a transportar 4,6 toneladas de cocaína (com valor de cerca de R$ 1,04 bilhão) e 3 toneladas de haxixe (com valor de cerca de R$ 15 milhões).

“A Polícia Federal também conseguiu relacionar alguns dos investigados no flagrante, ocorrido em 29 de fevereiro deste ano, que tentou inserir 21 kg de cocaína no casco de um navio que partiria do Porto de Rio Grande com destino a Portugal”, diz nota da PF.

“As investigações da Operação Narcopesca tiveram início em decorrência de informações recebidas após a deflagração da Operação Hinterland, ocorrida em 31/3/2023, voltada à repressão tráfico transnacional de drogas, por meio marítimo, da América do Sul para a Europa”, diz a nota.

A participação da Receita Federal ocorreu por meio da verificação de movimentação de expressivos valores do alvo principal em suas contas bancárias (pessoa física e jurídicas), ou em nome de terceiros, sem qualquer lastro de origem ou natureza, utilizando-se cotidianamente de depósitos em espécie e aportes de valores fracionados (smurfing). A movimentação financeira nas contas bancárias analisadas atingiu um montante de R$ 273 milhões, no período de 14/07/2018 a 27/09/2023.

“Apurou-se, ainda, que diversos imóveis, veículos e embarcações foram adquiridos pelo investigado em nome de interpostas pessoas (“laranjas”), ou permaneceram no nome de antigos proprietários com o fim de ocultá-los, tendo em vista que foram pagos com valores provenientes do tráfico internacional de drogas”, diz nota da Receita.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

 

 

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