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Pesquisadores desenvolvem inseticida e repelente contra a dengue a partir de planta do cerrado

Estudo foi iniciado em 2023 na Universidade Federal da Paraíba: veja como foi o processo de descoberta

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Pesquisa feita pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é responsável por desenvolver inseticida e repelente contra mosquitos vetores da Dengue  • jcomp do Freepik | Divulgação UFPB

Um estudo feito na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveu um inseticida e um repelente para mosquitos transmissores da Dengue, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus. A substância é produzida a partir de um óleo essencial extraído das folhas de Lippia gracillis, uma planta nativa da caatinga e do cerrado, também conhecida como Alecrim do Serrote ou Alecrim da Chapada.

As folhas de Lippia Gracilis foram escolhidas para serem objetos de estudo porque a planta produz até 700% mais de óleo essencial do que outros vegetais utilizados com a mesma finalidade.

A pesquisa de Renan Leite, sob orientação da professora Fabíola Nunes, do Centro de Biotecnologia, foi iniciada em fevereiro de 2023.

Ao portal da UFPB, Fabiola explicou como o inseticida atua para a eliminação dos mosquitos.

“Os mecanismos de ação envolvidos na morte dos mosquitos envolvem a morte celular e a diminuição da produção de óxido nítrico produzido pelos hemócitos. Mais estudos estão sendo realizados visando ampliar a compreensão desses mecanismos de ação”, explica.

Aerossol e líquido

O produto poderá ser aplicado em forma de aerossol e em forma líquida para atuação como inseticida.

Já como repelente, deve ser utilizado tanto em aerossol como uso tópico.

Apesar dos bons resultados com a substância, os produtos ainda não foram liberados para serem comercializados porque aguardam finalização e liberação de patentes.

"A oportunidade foi muito gratificante a partir do momento que levei a ideia para a professora Fabíola e ela aceitou desenvolver essa pesquisa comigo Tudo foi se desenvolvendo muito rápido, em quatro meses terminei a pesquisa referente ao Aedes aegypti e com dois produtos”, pontua Renan.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento